Blog do Desemprego Zero

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Leis de incentivo são pouco eficazes para a inovação

Postado em 4 de novembro de 2008

Dificuldades de acesso aos recursos de apoio afetam principalmente micro e pequenas empresas

Jornal da Ciência

A segurança jurídica e a desburocratização no acesso ao crédito são os itens mais importantes para o estímulo à inovação no Brasil. As empresas, no entanto, encontram dificuldades para usar os instrumentos de apoio à inovação e por isso relutam em buscar os benefícios das leis de incentivo. Essa foi a principal constatação do grupo que participou da temática “Inovação e Produtividade na Indústria”, realizada durante o 3º Encontro Nacional da Indústria (Enai).

A inovação tecnológica é reconhecida pela maioria dos executivos mundiais como essencial para uma trajetória competitiva e obrigatória na estratégia das empresas de sucesso, segundo a definição que consta do documento “Mobilização Nacional para a Inovação - MEI”.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luiz Aubert Neto, disse que o maior problema para o estímulo à inovação é a burocracia. Segundo ele, as dificuldades de acesso aos recursos afetam principalmente as micro e pequenas empresas.

“As empresas só conseguem ter acesso se tem a Certidão Negativa de Débitos e, segundo levantamento da Abimaq, quase 70% dos associados tem algum problema com a receita, o que é natural em um país com uma das maiores cargas tributárias do mundo”, afirmou Aubert Neto.

O presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Luis Manuel Rebelo, concordou que há uma burocracia excessiva no financiamento. Ele destacou que ela é fruto de um contexto em que a organização tinha poucos recursos para investir. “Com a escassez de recursos, a Finep tinha processos mais complexos de financiamento, para diminuir a demanda”, explicou Rebelo. “Hoje a situação é de abundância relativa de recursos e isso implica mudança cultural dentro da Finep, que tende a ampliar o acesso ao crédito.” Leia o resto do artigo »

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Cientistas pedem mais investimentos privados em pesquisa

Postado em 31 de outubro de 2008

Jornal da Ciência    

Presidente da SBPC defende em audiência no Congresso que é preciso investir em inovação nas empresas

A elevação de investimentos feitos pelo governo em ciência e tecnologia deve ser acompanhada de maior participação do setor privado em pesquisa e desenvolvimento. Esse foi um dos principais pontos ressaltados pelos participantes de audiência pública promovida sobre o tema, nesta quarta-feira (29), pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT).

O Brasil investe atualmente cerca de 1% de seu Produto Interno Bruto (PIB) em ciência e tecnologia, segundo informou o presidente do CNPq, Marco Antonio Zago. É o país que mais dedica recursos ao setor na América Latina, acrescentou, tanto em relação ao PIB como em valores absolutos. Mas 80% das pesquisas, ressaltou, encontram-se nas universidades.

- Se queremos usar a ciência e a tecnologia para o desenvolvimento, esse quadro deve mudar. Precisamos de mais pesquisadores no setor produtivo - disse Zago.

A mesma sugestão foi apresentada pelo presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Marco Antonio Raupp. De acordo com ele, os cientistas estão “sensibilizados” com os avanços feitos no setor durante o atual governo. Entre eles, como mencionou, a integração da ciência e da tecnologia com a formulação de políticas nacionais de desenvolvimento. O presidente da SBPC considerou, porém, “crucial” o aumento dos investimentos privados em pesquisa. Leia o resto do artigo »

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FERNANDO CARDIM - “Será preciso repensar um projeto para o país”

Postado em 20 de outubro de 2008

O Brasil tem alguns trunfos significativos para enfrentar a crise. Ao contrário de muitos países da periferia do capitalismo, a escala do mercado interno e a existência de uma base industrial ampla e sofisticada dá boa margem de manobra à economia brasileira. Mas é preciso realmente ativar essas potencialidades, defende o economista Fernando Cardim, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Carta Maior

Ainda é cedo para antecipar o alcance transformador dos abalos sísmicos que sacudiram o sistema capitalista nas últimas semanas. Solavancos desse porte, todavia, quase sempre empurraram o debate intelectual e a luta política na periferia do capitalismo, renovando a agenda do desenvolvimento e a da democracia.

O Brasil não figurou entre as exceções em nenhum dos grandes marcadores dessa linha do tempo que vai de 1929 à Segunda Guerra, passando pelos choques do petróleo e o do juros, nos anos 70, ao colapso da dívida externa nos anos 80, apenas para citar algumas pontos de baldeação estratégica.

Ainda que menos vulnerável desta vez, ancorado em reservas de US$ 205 bi; e tendo conquistado a auto-suficiência energética; uma ampliação do mercado interno; renovado o leque comercial e promovido uma retomada do investimento público com o PAC, ainda assim, o país não escapará à necessidade de um aggiornamento econômico.

Essa é a opinião do economista Fernando Cardim, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A discussão de um novo projeto econômico, no seu entender, tende a se impor à medida em que fica cada dia mais claro que o assoalho que sustentava a dinâmica anterior se desfez. A liquidez abundante e o comércio internacional aquecido dificilmente sobreviverão ao esfarelamento do sistema financeiro mundial.

A etapa seguinte à emergência financeira - centrada, por enquanto, no esforço para destravar os mecanismos de crédito da economia -, requisitará linhas de passagem para um outro padrão de crescimento. Carta Maior acredita que esse debate vai redefinir a agenda política do país, e fará de 2010 uma disputa histórica, marcada por forte sentido de mudança na matriz do nosso desenvolvimento.

A seguir, excertos da conversa de Fernando Cardim com Carta Maior: Leia o resto do artigo »

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O Brasil nunca foi um país industrializado e ainda está regredindo

Postado em 8 de setembro de 2008

Mudança estrutural cria vulnerabilidade

Publicado originalmente na Gazeta Mercantil

Por Simone Cavalcanti

 Embalada pelo aumento do preço das commodities e a valorização do real ante o dólar nos últimos anos, a estrutura industrial brasileira se modificou e hoje está mais centrada em setores extrativos em detrimento daqueles relacionados à transformação. Essa mudança, pouco comum em economias emergentes, pode fazer com que as importações de manufaturados, hoje vistas como um fenômeno conjuntural, se incorporem de vez ao sistema econômico brasileiro. E mais: caso a cotação dos produtos básicos recue, essa situação traria dificuldades para a balança comercial e, conseqüentemente, para o equilíbrio externo do País.

“Estamos criando uma nova vulnerabilidade para o Brasil”, diz Júlio Gomes de Almeida, consultor do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industria (Iedi), cujo estudo foi obtido com exclusividade pela Gazeta Mercantil.  Assim, afirma, se essa dependência por importações se consolidar, não há mudança de câmbio que conserte, pois não se consegue rearmar os elos de uma cadeia produtiva facilmente.

O economista exemplifica: o Brasil já foi grande produtor e exportador de componentes eletrônicos e atualmente “nem com incentivos” há uma indústria grande o suficiente para atender ao mercado interno.  O estudo, elaborado com dados sobre o desempenho global da indústria entre 1996 e 2006, mostra que o peso na estrutura industrial dos setores intensivos em recursos naturais foi crescendo em detrimento das categorias de maior tecnologia. No primeiro ano de análise, eram cinco os setores que representavam 51,8% do chamado valor de transformação (diferença entre o valor bruto da produção industrial e os custos das operações). Pela ordem, os fabricantes de alimentos e bebidas, de químicos, de veículos e carrocerias, de coque, refino de petróleo e produção de álcool e o de máquinas e equipamentos.

Passados 11 anos, 50,3% se concentra em apenas quatro setores. Mantiveram-se na lista, as indústrias de coque (que dobrou a participação de 7% para 16,5%), de alimentos e bebidas e de químicos. Ascendeu em participação a metalúrgica básica. Já setores intensivos em tecnologia e ciência, como de máquinas para escritório e equipamentos de informática e o de transporte, incluindo aí a indústria aeronáutica, mantêm peso de 0,6% e 1,9%, respectivamente, na estrutura produtiva brasileira.  Leia o resto do artigo »

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O PRÉ-SAL E O DESENVOLVIMENTO DO BRASIL

Postado em 28 de agosto de 2008

RIVE GAUCHE

 

Léo Nunes - Paris - A descoberta de abundantes reservas petrolíferas, da costa de Santa Catarina ao sul da Bahia, tem suscitado um grande debate acerca do modelo de regulação e extração da referida camada, o que pode impactar diretamente uma política de desenvolvimento.

 

O modelo norueguês parece ser o mais bem sucedido. Em primeiro lugar, ele é baseado na existência de uma empresa de capital misto responsável pela extração de petróleo. Em segundo lugar, há uma empresa estatal a quem é atribuída a gestão e regulação das reservas. Por fim, constituiu-se um fundo soberano com vistas a controlar uma possível apreciação da taxa de câmbio e garantir uma política de desenvolvimento para o país.

 

No caso brasileiro, parece razoável utilizar tal modelo dado que nossa taxa de câmbio já se encontra apreciada. Além disso, tal fundo poderia ser utilizado para investimentos em educação, tecnologia e infra-estrutura. A extração e exportação deste petróleo podem aumentar consideravelmente a margem de manobra da política fiscal brasileira, abrindo para o país uma oportunidade histórica de desenvolvimento.

 

Portanto, a camada pré-sal pode ser utilizada para fortalecer as indústrias petroquímica e naval, centrada na criação de setores de produção com alto valor agregado. Entretanto, tais possibilidades podem se concretizar somente se o governo adotar um modelo regulatório que favoreça a capacidade fiscal do Estado e a indústria nacional. Caso contrário, estaremos condenados ao retrocesso.

 

Leonardo Nunes: Mestre em Economia pela Unicamp e doutorando em Economia pela Universidade Paris-1 Pantheon-Sorbonne. Correspondente do Dezemprego Zero na capital francesa. Meus Artigos

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A VITÓRIA DE MORALES E OS NOVOS DESAFIOS DA BOLÍVIA

Postado em 12 de agosto de 2008

A VITÓRIA DE MORALES E OS NOVOS DESAFIOS DA BOLÍVIA

 

RIVE GAUCHE

 

Léo Nunes - Paris - O presidente boliviano Evo Morales garantiu a vitória no referendo do último domingo. Com 63% dos votos, porcentagem maior do que a da sua eleição em 2005, o povo boliviano ratificou não apenas o desejo de permanência do líder aymar, mas também a esperança na continuação da revolução democrática que vem ocorrendo na Bolívia.

 

Não obstante, é necessário frisar que parte dos seus principais opositores também foram confirmados nos seus respectivos cargos. A vitória dos governadores de Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija possibilitou o endurecimento do discurso por parte da direita boliviana. Desta forma, o principal desafio do presidente boliviano é levar adiante as reformas progressistas, sem colocar em risco a unidade política do país.

 

Morales deve se concentrar em três pontos. O primeiro deles é a continuidade da nacionalização de empresas que controlam recursos estratégicos, tais como o gás. Além da sua importância política, os recursos oriundos da exploração dos mesmos é a principal fonte de recursos do Estado, que os utiliza para a criação de programas de distribuição de renda.

 

Em segundo lugar, o governo deve avançar na reforma agrária. A absurda concentração de terras, que persiste na maior parte dos países latino-americanos, tem expulsado importantes contingentes de mão-de-obra para as grandes cidades, criando significativos bolsões de pobreza urbanos, que se consolidam como exército industrial de reserva disponível a baixos salários.

 

Em terceiro lugar, o país deveria, na medida de suas possibilidades, diversificar seu parque industrial, para que a melhoria na distribuição de renda tenha uma contrapartida na estrutura produtiva do país. Como já nos ensinaram o mestre Celso Furtado e a tradição cepalina, o desenvolvimento de um país só pode ser alcançado quando há homogeneização dos padrões de consumo, compatíveis com sua estrutura produtiva.

 

O desafio da Bolívia, e do governo Morales, é levar a cabo tal projeto, a despeito dos interesses da oligarquia boliviana, que defenderá com unhas e dentes o latifúndio e o desenvolvimento associado, sem soberania e respeito ao povo boliviano.

 

Leonardo Nunes: Mestre em Economia pela Unicamp e doutorando em Economia pela Universidade Paris-1 Pantheon-Sorbonne. Correspondente do Dezemprego Zero na capital francesa. Meus Artigos

 

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Taxa de longo prazo terá uso restrito nos créditos do BNDES

Postado em 11 de agosto de 2008

Por Katia Alves

A majoração da taxa básica de juros pelo Banco Central eleva o custo das operações de crédito no mercado privado, o que acaba por impulsionar a demanda ao BNDES. Por isso, o banco prioriza os recursos atrelados à TJLP, que não sofreu aumentos. Para setores considerados prioritários, como a formação de capacidade industrial nova, infra-estrutura nova e inovações tecnológicas. Há também uma diferenciação de participação por região do País. “Se a região é mais pobre, a gente dá mais”, garante Luciano  Coutinho, presidente do BNDES..

Publicado no DCI

Por Juliana Ennes

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai reduzir a participação dos recursos desembolsados atrelados à taxa de juros de longo prazo (TJLP), devido ao aumento da Selic, que encarece o crédito e eleva a demanda pelos recursos do banco de fomento. Com isso, o BNDES estima ampliar a quantia desembolsada este ano, cuja previsão até então era de R$ 80 bilhões. No primeiro semestre, o banco bateu recorde de desembolsos, atingindo os R$ 38,6 bilhões, liderados pelo setor de infra-estrutura. O crescimento em relação a equivalente período de 2007 foi de 56,2%. No acumulado de 12 meses até julho, os desembolsos somaram R$ 78,8 bilhões, alta de 34,1% ante os 12 meses imediatamente anteriores.

“Os investimentos estão em alta em boa parte relacionados ao PAC [Programa de Aceleração do Crescimento]. A tendência é de aceleração da expansão de investimento em infra-estrutura, mas não no mesmo ritmo, porque a base era muito baixa”, avaliou o presidente do banco, Luciano Coutinho. As aprovações também cresceram em ritmo acelerado. Nos primeiros seis meses do ano, foram R$ 51,2 bilhões, com aumento de 34,2% em relação ao primeiro semestre de 2007. De julho de 2007 a junho último, as aprovações somaram R$ 111,8 bilhões, com elevação de 29,6%. Leia o resto do artigo »

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Meta para expansão de investimentos será superada, diz Miguel Jorge

Postado em 9 de agosto de 2008

Por Katia Alves

O governo já considera como praticamente certa a superação da meta de investimentos estabelecida pela Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP). O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge afirmou que “Somente no primeiro semestre foram anunciados R$ 400 bilhões em investimentos, que crescem com muita força desde o ano passado, indicando que vamos certamente superar a meta”.

Por Danilo Jorge

Publicado No Valor  

O governo já considera como praticamente certa a superação da meta de investimentos estabelecida pela Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), que tem como objetivo elevar a taxa de investimento da economia brasileira, medida pela Formação Bruta de Capital Fixo (FBFC), dos 17,6% do Produto Interno Bruto (PIB) de 2007 para 21% em 2010.

“Somente no primeiro semestre foram anunciados R$ 400 bilhões em investimentos, que crescem com muita força desde o ano passado, indicando que vamos certamente superar a meta”, disse o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, em palestra feita ontem na Federação da Indústria de Minas Gerais (Fiemg).

Segundo ele, o aperto na política monetária não deverá afetar as decisões de expansão produtiva anunciadas. “Todos os investidores sabem que a atual taxa de juros é pontual, devendo ter mais dois ou três novos aumentos ainda, para depois voltar a cair assim que a inflação estiver sob controle”, disse. “Além disso, não estamos falando da construção de pizzarias, mas de projetos que envolvem grandes empreendimentos, como refinarias e siderúrgicas.” Leia o resto do artigo »

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