Blog do Desemprego Zero

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O MILAGRE DAS ÁGUAS

Postado em 27 de outubro de 2008

“No princípio… o Espírito de Deus pairava sobre as águas.” (Gên 1, 1-2)

E com elas teceu o manto azul da Terra!

As águas iniciaram uma dança mágica.

Brotaram da rocha em forma de fontes,

Correndo nos montes, num giro sem par…

E foram crescendo, tornaram-se rios,

Possantes, bravios, ou calmos, cantantes,

Correndo, constantes, em busca do mar.

E semeando vida nos caminhos,

Fecundando a terra, preparando o chão

Para ser o berço materno do grão,

Que devia germinar, florir e frutificar,

Nutrir e alimentar, tornando-se refeição.

Águas límpidas, refletindo o céu em sua superfície calma.

Águas puras, lavando o corpo e acalmando a alma. Leia o resto do artigo »

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MINHA HERANÇA

Postado em 1 de julho de 2008

Por: Maria de Fátima de Oliveira*

Carrego em mim luares,

Canções secretas de passadas eras,

Poeiras estelares,

Fantasias, desejos e quimeras.

Dunas brancas de areia,

Tecendo labirintos variados

Às carícias do vento que passeia…

Praias banhadas pela lua cheia,

Estrelas acordando…

Cores de pôr-do-sol,

Espargindo no céu rosas de ouro,

Que o olho sorve em colorida ânsia,

Com a mesma avidez e extravagância Leia o resto do artigo »

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MISTÉRIO

Postado em 19 de maio de 2008

Por Maria de Fátima de Oliveira*

Mistério, amor é teu nome!

Brincas nas águas, passeias no sopro do vento!

E vais distribuindo a tua alegria

À flor que nasce na campina,

À onda que dança, e ondula, e serpeia

Na superfície do mar.

E brilhas no olhar

Das crianças que passam na rua:

Da rica e bem vestida, como da pobre e nua.

O mesmo sorriso,

Selo da tua beleza,

Acende em suas faces a esperança.

Explodes, como vida, no seio da terra,

Onde uma semente foi lançada e germinou.

E te fazes sombra e cheiro, flor e fruto.

Dás sem pedir, de modo absoluto.

És o Amor!

Revelas o esplendor de tua graça

Lá onde um homem abre a sua mão

E estende-a para o outro,

Num gesto de amizade ou gratidão.

Lá onde alguém concebe a ousadia

De quebrar os grilhões do próprio cárcere

E aventurar-se

Nos caminhos da entrega e da alegria.

Carrega-me contigo

Por “mares nunca dantes navegados”,

Alturas que jamais ousei transpor,

Caminhos por ninguém imaginados!

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Abolição

Postado em 13 de maio de 2008

“Temos muito a fazer ainda para a promoção da igualdade racial em nosso país:ampliar e melhorar os acessos à educação de qualidade, criar condições de igualdade para o acesso, bem como para a remuneração no mercado de trabalho, reconhecer e titular as terras remanescentes dos quilombos com mais rapidez, eliminar a exclusão e a violência presentes no seio da juventude negra… Promover a verdadeira inclusão do negro na sociedade brasileira. Para tanto, muitos obstáculos teremos que transpor, muitas negociações teremos que fazer e muita firmeza teremos que ter.”

Por  Zulu Araújo

Abolição

Januario Garcia

Abolição

Abolição

Abolição

a lição do meu Avô

Que casou com minha Avó

Que pariu a minha Mãe

e com meu Pai, fazendo amor

Fez do prazer a flor da dor

A beleza negra que eu sou

Acabar com a tristeza

Com a pobreza

E o apartheid

Não fazer da Humanidade

A metade da metade

Parte branca

E parte negra

Abolição

Abolição

Abolição Leia o resto do artigo »

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Os nossos espelhos de Eduardo Galeano

Postado em 5 de maio de 2008

Publicado no Vermelho

Por Emir Sader  

Alguma vez perguntaram que livro eu recomendaria a alguém que fosse ler um único livro e eu respondi:”O mundo de cabeça para baixo”. Agora tenho que acrescentar: no século passado. Neste recém nascido, eu diria: “Espelhos - Uma história quase universal”.

Uma vez ao mês, mais ou menos, ele - o nosso melhor escritor - nos brinda com uma crônica que fala de tudo e de todos, em poucas palavras e linhas. Diz tudo, com a contundência, a erudição e o fervor moral de quem desvenda as leis ocultas do nosso tempo e as torna legíveis aos olhos de todos. Como se estivesse atendendo ao pedido desesperado de Brecht, quando falava da maior das dificuldades para dizer a verdade: não era a de descobri-la, a de separar as essenciais das inócuas, mas a de fazê-la chegar a quem mais precisa delas, as maiores vitimas das mentiras do nosso tempo.

Para isso, escolher uma linguagem compreensível, buscar exemplos do cotidiano, falar do que importa para uma vida melhor, denunciar o inaceitável e levantar esperanças donde só se pode ver miséria, desencanto e morte. Para que a verdade seja reconhecível para quem vive embrulhado por inverdades, principalmente pelas mentiras do silêncio sobre o que é fundamental, invisível aos olhos e corações, como tarefa cotidiana da imprensa mercantil. Leia o resto do artigo »

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Nome oculto

Postado em 1 de maio de 2008

Por Maria de Fátima de Oliveira*

Nome oculto

Meu nome é um desafio.

Define um caminho.

Aponta uma direção.

A doçura das Marias,

O perfume das olivas,

A abertura e a soltura

Das portas do coração.

Mas não define quem sou!

Eu, você! Cada ser vivo

Carrega um nome interior secreto,

Por ele mesmo, talvez, ignorado.

Quem sou eu, na raiz última do ser,

Naquela solidão que ninguém toca,

Nem o pai ou a mãe mais extremosos,

Nem o amante mais apaixonado?

Esse mistério escondido

Por vez aflora em versos ou canções,

Em momentos de silêncio consentido,

Numa lágrima, num gesto,

Num grito ou num protesto,

Num toque palpitante de emoções!

Aflora, não se expõe! Leia o resto do artigo »

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SENTIR

Postado em 8 de abril de 2008

Por Maria de Fátima de Oliveira*

Sentir a vida! Saborear cada momento!

Pisar o chão, senti-lo firme sob os pés

E agradecer o privilégio de estar vivo!

Deixar o olho se embeber de aurora,

Mergulhar no azul, passear nas cores do arco-íris

E deixar-se transformar por elas,

Tornando-se luz,

Iluminando becos escuros,

Onde se escondem desejos inconfessados,

Ou sentimentos de ternura ímpar,

Jamais expressos e sinalizados.

Tornar-se arco-íris,

Sinal de uma aliança nova entre o céu e a terra,

Entre o humano e o divino,

O ínfimo e o imenso,

O calmo e o hipertenso,

O velho e o menino…

Embriagar-se do verde das montanhas,

Cheirar a flor, sorver o seu perfume,

Tal colibri, que as beija sem cortá-las… Leia o resto do artigo »

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Os cem anos do GALO. Parabéns!!

Postado em 26 de março de 2008

Do blog do Nassif

Sou cruzeirense. Mas o Galo de Reinaldo, Marcelo, Paulo Isidoro, Cerezzo, Éder,  foi um time inesquecível. Desde o início dos anos 70 até os 80 foi o mais alegre time brasileiro, ao lado do Internacional de Porto Alegre e do Flamengo.

Em homenagem ao Galo, um vídeo sobre o mais heróico dia da história do Clube: quando enfrentou o Flamengo e o juiz José Roberto Wright pela Libertadores.

Clique aqui

E que os atleticanos ajudem a compor uma seleção do Atlético de todos os tempos. Meu pai me dizia que o Atlético dos anos 50 era fenomenal também. Tanto que se tornou um atleticano, apesar do pouco contato que, na época, Poços tinha com Belo Horizonte.

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