Blog do Desemprego Zero

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Governo quer hipotecar o pré-sal?

Postado em 2 de outubro de 2008

Fonte: Agência Petroleira de Notícias

Dois parágrafos retirados de matéria publicada no jornal O Estado de São Paulo, em 23/9* (transcrição abaixo), foram interpretados como profundamente ameaçadores pela economista Ceci Juruá e pelo engenheiro Paulo Metri, sobre o futuro do pré-sal e da própria nação brasileira. A Comissão Interministerial que prepara projeto para ser encaminhado ao Congresso Nacional, visando definir as regras para a exploração do petróleo localizado nos campos do pré-sal, sugere a emissão de títulos com lastro nas reservas.

Quais são os complicadores? O argumento para justificar a transformação dessas reservas em títulos e colocá-los à venda é o mesmo de sempre: o governo alega não ter dinheiro. Ficam no ar as perguntas: o governo estaria querendo hipotecar o pré-sal? O valor dos títulos emitidos com lastro nas reservas ficaria ao sabor de mercado? Quem compraria esses títulos?

Sobre a alegada falta de dinheiro, a economista Ceci Juruá constata:

1) Não acredito que a Petrobrás não tenha crédito junto ao sistema bancário nacional e internacional para financiar a exploração do pré-sal; 2)   Não acredito que os fundos de pensão não tenham recursos para comprar debêntures da Petrobrás, com correção monetária e juros garantidos de 6 ou 7% ao ano (juros reais); 3) Não acredito que o BNDES não possa financiar em parte esses investimentos, em vez de financiar multinacionais. Leia o resto do artigo »

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Fórum Nacional contra a Privatização do Petróleo e Gás

Postado em 21 de julho de 2008

Na próxima terça-feira, 22 de julho, às 17h, no Sindipetro-RJ, acontece a plenária do Fórum Nacional contra a Privatização do Petróleo e Gás

Publicado na Agência Petroleira de Notícia

Na próxima terça-feira, 22 de julho, às 17h, no Sindipetro-RJ (Av. Passos, 34, Centro do Rio), acontece a plenária do Fórum Nacional contra a Privatização do Petróleo e Gás. Depois de um período de reorganização após o grande ato-show realizado mês passado, a idéia é retomar com todo o ímpeto a luta pelo cancelamento dos leilões das áreas promissoras de petróleo e gás.

Algumas organizações sociais e cidadãos dos diferentes cantos do Rio de Janeiro têm entregue na sede do Sindipetro listas de abaixo-assinado preenchidas. Mas isso ainda não se dá de forma sistemática e organizada. Até o momento, poucos movimentos se conscientizaram da importância dessa frente de luta, ainda mais no momento em que a Petrobrás bate recordes de produção, o preço do petróleo não pára de subir e novas áreas de exploração são descobertas.

O Fórum se constituiu com o propósito de impedir que essas riquezas naturais do nosso sub-solo fossem entregues ao capital privado, seja ele nacional ou estrangeiro. Pelo contrário, defendem que todo o ganho da atividade petrolífera em território nacional seja revertido em patrimônio público, em benefícios para o povo brasileiro. Leia o resto do artigo »

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A 4ª Frota está ancorada hoje em cima do pré-sal na Bacia de Santos

Postado em 16 de julho de 2008

*Silvio Pizarro

A edição do Clarín (14-7-08) trás uma noticia muito inquietante: a 4a. frota americana esta ANCORADA nas águas da Baía de Santos, perto da bacia de petróleo, e sua formação esta fixa neste local há uma semana.

Segundo a nota da repórter Eleonora Gosman (egosman@clarin.com.ar) , correspondente com base em SP (ela manda noticias de todo o Brasíl) o Presidente Lula exigiu uma explicação da Condolezza Rice que ainda não contestou. Excelente postura do governo brasileiro, que não quer falar com segundos, ainda mais, quando o funcionário Shannon representa o governo Bush. Leia o resto do artigo »

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Brasil é foco de atenção mundial

Postado em 8 de julho de 2008

Por Katia Alves

Os grandes líderes de petróleo se reuniram em Madri no Congresso Mundial do Petróleo para debater o futuro da energia barata. As novas reservas brasileiras oscilam entre admiração e esperança e a incerteza sobre qual será o rumo que o País tomará diante de suas novas riquezas.

Representantes do governo da Holanda e o próprio presidente da OPEP insinuaram que se trata de algo expressivo. As descobertas no Brasil ainda ocorrem em um momento em que as projeções apontam que demanda vai continuar crescendo acima da oferta.

As multinacionais já anunciaram que vão pressionar o governo contra a idéia de uma revisão da lei e a eventual criação de uma empresa 100% nacional para explorar as futuras reservas no Brasil.

Durante o evento, não faltaram questões ainda sobre o impacto das reservas na economia do País, Gabrielli, presidente da Petrobras, admite que está “preocupado” com a possibilidade de o Brasil sofrer a “doença holandesa” - a teoria aponta para a desindustrialização dos países onde se encontra petróleo e a valorização exagerada da moeda local.

Publicado no Jornal do Comércio

Por Jamil Chade  

Diante da perspectiva do fim da era da energia barata, esses nomes se tornaram focos de atenção para americanos, europeus e asiáticos. Na semana que passou, os maiores líderes do setor se reuniram em Madri no Congresso Mundial do Petróleo, para debater o futuro da energia. Com a previsão de que descobertas serão cada vez mais raras, as novas reservas brasileiras oscilam entre admiração e esperança e a incerteza sobre qual será o rumo que o País tomará diante de suas novas riquezas.

Nos corredores e salas de imprensa, o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, foi obrigado a responder uma dezena de vezes que não sabe ainda qual o volume de petróleo dessas reservas. “Sabemos que temos muito”. Representantes do governo da Holanda insinuaram que as grandes empresas já teriam feito seus cálculos e, de fato, o potencial seria enorme. O próprio presidente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Chakib Khalil, deixou claro que se trata de algo expressivo, que pode mudar a geografia da exploração no mundo.

As descobertas no Brasil ainda ocorrem em um momento em que as projeções apontam que demanda vai continuar crescendo acima da oferta. “Não há problema de falta de petróleo. Temos isso por pelo menos 50 anos sem nenhum problema”, afirmou Khalil. “Mas o problema é a produção. ” Por ano, a Chevron alerta que o mundo terá de investir cerca de US$ 120 bilhões em produção se quiser chegar em 2030 com um abastecimento adequado. Leia o resto do artigo »

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Mercadante quer rever royalties

Postado em 29 de maio de 2008

Mercadante afirmou que a repartição dos royaties é muito concentradora, pois a maior parte fica para o Estado do Rio de Janeiro, sendo assim, defende mudanças na repartição dos royalties do petróleo entre União, Estados e municípios. E também quer modificação na metodologia usada para identificar os beneficiários dos recursos.

*Por Katia Alves

Por Ana Paula Grabois

Publicado originalmente no Valor on line

O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) defendeu ontem mudanças na repartição dos royalties do petróleo entre União, Estados e municípios e sugeriu que os recursos possam ser utilizados como fonte de receita fiscal do governo, incluindo o uso do recurso para abater do déficit da Previdência. “Parte desse problema fiscal, previdenciário, por exemplo, pode ser resolvido com a renda do petróleo. Quem sabe o financiamento da Previdência Social?”, afirmou.

Segundo o senador, que também defendeu a modificação na metodologia usada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para identificar os beneficiários dos recursos, as descobertas da Petrobras na área do pré-sal serão “uma fonte de receita fundamental para o país” caso as estimativas sejam confirmadas.

Mercadante diz que a repartição dos royalties é injusta pois cerca de 96% da arrecadação se concentra no Estado do Rio de Janeiro, particularmente em seis municípios. “Temos que repartir esses recursos com mais justiça”, afirmou.

 

 

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A nova geopolítica da energia

Postado em 25 de maio de 2008

A iminente escassez do principal recurso energético contemporâneo, o petróleo, tem gerado crescentes preocupações aos estrategistas militares dos Estados Unidos, que temem cada vez pelo futuro do país em relação ao domínio dessa commodity.

Países em grande processo de desenvolvimento, como a China e a Rússia, começam a ameaçar a liderança estadunidense nesse mercado. Por isso, os estrategistas militares do Pentágono acreditam que se deve dar atenção prioritária na política militar do país à manutenção de tal liderança no contexto internacional, o que significa garanti-la por força bélica.

Apesar de não ser novidade nas políticas militares dos Estados Unidos a luta bélica em nome do petróleo, a diferença é que desta vez ela se motiva por um claro temor quanto à escassez futura desse recurso e, principalmente, pelo aumento da competição internacional por ele. Não há nenhum véu ideológico, diferentemente das guerras contra o “terrorismo”, que dissimule a atual intenção, é puramente estratégica e econômica…

* Por Elizabeth Cardoso, editora e coordenadora de conteúdo

Publicado originalmente na Agência Carta Maior

Por Michael T. Klare - The Nation

Os estrategistas militares norte-americanos estão se preparando para as futuras guerras que certamente serão empreendidas, não por questões de ideologia ou política, mas em luta por recursos crescentemente escassos. Estima-se que, juntos, os Estados Unidos e a China chegarão a consumir 35% das reservas mundiais de petróleo em 2025.

Enquanto a atenção diária do exército norte-americano está concentrada no Iraque e Afeganistão, os estrategistas norte-americanos olham para além destes dois conflitos com o objetivo de prever o meio em que irá ocorrer o combate global em tempos vindouros. E o mundo que eles enxergam é um no qual a luta pelos recursos vitais - mais do que a ideologia ou a política de equilíbrio de poder - domina o campo da guerra. Acreditando que os EUA devem reconfigurar suas doutrinas e forças para prevalecer em semelhante entorno, os oficiais mais veteranos deram os passos necessários para melhorar seu planejamento estratégico e capacidade de combate. Apesar de que muito pouco disto tudo chegou ao domínio público, há um bom número de indicadores-chave.

A partir de 2006, o Departamento de Defesa, em seu relatório anual “Capacidade Militar da República Popular da China“, coloca no mesmo nível a competição pelos recursos e o conflito em torno de Taiwan como a faísca que poderia desencadear uma guerra com a China. A preparação de um conflito com Taiwan permanece como “uma razão importante” na modernização militar chinesa, segundo indica a edição de 2008, mas “uma análise das aquisições recentes do exército chinês e do seu pensamento estratégico atual sugere que Pequim também está desenvolvendo outras capacidades do seu exército, para outro tipo de contingências, como, por exemplo, o controle sobre os recursos.” O relatório considera, inclusive, que os chineses estão planejando melhorar sua capacidade para “projetar seu poder” nas zonas em que obtêm matérias-primas, especialmente combustíveis fósseis, e que esses esforços podem supor uma significativa ameaça para os interesses da segurança norte-americana.

O Pentágono também está solicitando, neste ano, fundos para o estabelecimento do Africa Command (Africom), o primeiro centro de mando unificado transatlântico desde que, em 1983, o presidente Reagan criou o Central Command (Centcom) para proteger o petróleo do Golfo Pérsico. A nova organização vai concentrar seus esforços, supostamente, na ajuda humanitária e na “guerra contra o terrorismo”. Mas em uma apresentação na Universidade Nacional de Defesa, o segundo comandante do Africom, o Vice-Almirante Robert Moeller, declarou que “a África tem uma importância geoestratégica cada vez maior” para os EUA - o petróleo é um fator-chave - e que entre os desafios fundamentais para os interesses estratégicos norte-americanos na região está a “crescente influência na África” por parte da China.

A Rússia também é contemplada através da lente da competição mundial pelos recursos. Apesar de que a Rússia, diferentemente dos EUA e da China, não precisa importar petróleo nem gás natural para satisfazer suas necessidades nacionais, esse país quer dominar o transporte de energia, especialmente para a Europa, o que tem causado alarme nos oficiais veteranos da Casa Branca, que receiam uma restauração do status da Rússia como superpotência e temem que o maior controle desse país sobre a distribuição de petróleo e gás na Europa e na Ásia possa enfraquecer a influência norte-americana na região.

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Lula pode solicitar entrada do Brasil na Opep, diz revista

Postado em 12 de maio de 2008

Depois que o país descobrir as jazidas de petróleo, Lula vai solicitar a entrada do Brasil na OPEP, onde lutará por preço menor da commodity e aposta na produção de biocombustíveis.

Por Katia Alves

Publicado no Folha

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou sua intenção de solicitar a entrada do Brasil na Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), depois de serem encontradas jazidas de petróleo no país, em entrevista que será publicada neste sábado pelo semanário alemão “Der Spiegel”.

Além disso, o presidente promete lutar por um preço mais baixo da commodity depois de garantir sua entrada na Opep.

Lula defende a aposta de seu país na produção de biocombustíveis e rejeita as críticas de que os cultivos de cana atrapalhariam os produtos destinados à alimentação, especialmente cereais. Leia o resto do artigo »

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Petrobras é eleita a empresa mais transparente do mundo

Postado em 12 de maio de 2008

A Petrobras foi eleita a companhia mais transparente do mundo, segundo a Global Reporting Initiative, além disso, foi informado que o Brasil abriga o maior número de empresas classificadas como as mais transparentes do mundo.

A Petrobras vai expandir sua força de trabalho e a “contratação em massa faz parte da expansão de US$ 112,7 bilhões, que pode levar o Brasil a ultrapassar a produção de todos os países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), com exceção da Arábia Saudita”.

Por Katia Alves

Publicado na Gazeta Mercantil

Por Alexandre Porto

A Global Reporting Initiative (GRI), entidade internacional que é referência em relatórios socioambientais, divulgou ontem, em Amsterdã, que a Petrobras é a companhia mais transparente do mundo. A empresa foi eleita por diferentes leitores de balanços - de representantes de ONGs a executivos, passando por governos e empregados de empresas -, numa votação que contou com a participação de 1,7 mil pessoas.

A GRI informou ainda que o Brasil abriga o maior número de empresas classificadas como as mais transparentes do mundo, com sete companhias na lista das 45 finalistas, seguido pela Espanha. O número de companhias brasileiras de grande porte que adotaram os relatórios do GRI quadruplicou no ano passado. Eram 15 e agora são 60.

Tupi exigirá 14 mil novos funcionários

A Petrobras tem planos de contratar 14 mil engenheiros, geólogos e perfuradores nos próximos três anos, para a exploração da maior descoberta de petróleo no Hemisfério Ocidental desde 1976, o campo de Tupi. Leia o resto do artigo »

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