Blog do Desemprego Zero

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Aécio Neves e Andréia Neves: a censura e a mordaça sobre a imprensa em Minas Gerais

Postado em 19 de agosto de 2008

Do Blog do Jefferson Marinho

O professor Idelber Avelar, do Blog “O Biscoito Fino e a Massa” traz um ótimo post sobre a maneira que o governador mineiro, Aécio Neves (PSDB) relaciona com a imprensa nas Minas Gerais. A veia autoritária da estrela mineira da política apareceu desde os primeiros dias de seu governo. Porém, só agora no conforto da elevada popularidade seu autoritarismo tem ficado mais evidente. Segue o post publicado:

De Ildeber Avelar, “O Biscoito Fino e a Massa”

Marco Nascimento tinha longa história na Rede Globo de Televisão - incluindo-se uma chefia de redação em São Paulo - quando aceitou a direção de jornalismo da Globo em Minas. O objetivo era recuperar a audiência perdida para o SBT e, segundo suas palavras, “blindar a emissora contra a utilização indevida do jornalismo para fins políticos pelo poder público.” Depois da exibição de uma reportagem sobre o consumo de crack no bairro da Lagoinha, em Belo Horizonte, a Globo Minas passou a receber insistentes telefonemas de Andréia Neves, irmã do governador Aécio Neves, com reclamações de que isso afetava a “imagem” do governo do estado. Andréia Neves conseguiu uma reunião com o diretor nacional de jornalismo da TV Globo, Carlos Henrique Schroder. Poucos dias depois Marco Nascimento estava demitido. Também afastado foi o chefe de redação, Luiz Ávila.

Em setembro de 2003, o editor de economia do Estado de Minas, Ugo Braga - também profissional com longa trajetória no jornalismo - publicou uma minúscula nota que informava que a popularidade de Aécio, naquele momento, era a terceira pior entre os governadores do país e só ganhava dos de Sergipe e de Roraima. Também depois de pressão do governo do estado, foi chamado por seu superior e convidado a aceitar ser realocado. Aceitou, mas logo depois foi convocado a uma segunda reunião e informado que nem mesmo a solução da realocação era mais possível, pois “a pressão era muito forte.” Ugo Braga foi demitido do Estado de Minas ali mesmo. Leia o resto do artigo »

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Imprensa volta estar do lado de Dantas

Postado em 14 de agosto de 2008

Antes de falar disso, vocês viram que a resolução aprovada pelo Gilmar Mendes permite que a condenação pode ser anulada caso haja utilização de algemas de forma indevida? Quem pode julgar isso? MP, juízes e o Supremo. Quanto será que o Dantas pagaria para o policial algemá-lo “indevidamente”?

É impressionante como a imprensa super-repercute as denúncias de forma 100% acrítica. Alias, no blog do Paulo Henrique Amorim  mostra que ele diz uma coisa em NY e outra aqui na CPI. Nada da imprensa sobre isso. Quem lê a imprensa hoje pode acreditar facilmente que é uma perseguição do governo Lula. Mas, que estranhamente, a imprensa afirma que todas as denúncias contra o DD (se forem verdadeiras, claro) envolvem apenas o PT e o governo. Por outro lado, a perseguição da imprensa a PF, ao juiz e ao delegado são implicáveis. Adoram pegar frases isoladas e jogar a população contra, como se eles fossem doidos, macunados com o PT, totalitários ou incompetentes. O texto do Nassif, que está muito bom, fala da diferença de tratamentos que o Dantas e a PF, o MP e o juiz recebem.

Blog do Nassif

A bola da vez

Daniel Dantas declarou que não foi ele quem contratou a Kroll para espionar inimigos: foi a Brasil Telecom. Pouco importa se, na época, era controlada por ele.

Deixou claro que a peça central de sua defesa é trazer para o Brasil o inquérito do Ministério Público italiano sobre a atuação da Telecom Itália lá. Aliás, o inquérito chegou e não tinha nada sobre a atuação da Telecom Itália aqui.

Declarou ter “recebido uma informação” de que a operação Satiagraha foi ordenada pelo diretor geral da Abin, delegado Paulo Lacerda. Não disse de quem veio a informação, não disse quais elementos dispunha para comprovar sua veracidade. Disse não se lembrar sobre quem tinha passado a informação para ele. Leia o resto do artigo »

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Diogo Mainardi condenado pelo TJ de São Paulo

Postado em 11 de agosto de 2008

Por Beatriz Diniz

Segundo exposto pela revista Carta Capital, Diogo Mainardi e a editora Abril (revista Veja) terão de pagar 500 salários mínimos a Paulo Henrique Amorim. A acusação é de abuso da liberdade de imprensa, referente ao episódio ocorrido em 2006 no qual o colunista da Veja acusa o jornalista de fazer propaganda para o Lula. Mainardi sempre aparece querendo fazer polêmica com acusações, mas desta vez obteve uma boa resposta.

Fonte: Carta capital

Reparação a Paulo Henrique

A 5ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo considerou “abuso da liberdade de imprensa” e condenou o colunista da revista Veja, Diogo Mainardi, e a editora Abril, por danos morais ao jornalista Paulo Henrique Amorim. Mainardi e a editora terão de pagar 500 salários mínimos, 207,5 mil reais. Cabe recurso ao STJ. Leia o resto do artigo »

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Sob o domínio do mal

Postado em 5 de agosto de 2008

Por Beatriz Diniz

Conforme assinala o artigo abaixo, a implantação da convergência digital no Brasil é alvo de disputa que envolve política e poder econômico. As organizações Globo simplesmente monopoliza os meios de comunicação através da força e apoio político que possui. Isso acaba ocasionando a limitação da população no acesso a internet, TV e telefonia por serem estes de custo muito alto para a realidade brasileira. Como a Globo controla 78% do mercado audiovisual temos uma média de valores em torno de 100 reais para produtos que poderiam custar pelo menos 30, segundo aponta o artigo.

Essa é uma briga que ainda vai dar muito o que falar, afinal a democratização do acesso a cultura e a informação siginifica diretamente perder o controle da opinião nacional.

Fonte: Carta Capital

Está indefinido o confronto em torno do Projeto de Lei 29, que trata da implantação da convergência digital no Brasil. É um choque travado, por ora, na Comissão de Comunicações da Câmara. De um lado, o Sistema Globo. Do outro, as empresas de telecomunicações, juntamente com a Record, a Bandeirantes e o Grupo Abril (TVA).

O confronto é duro. Se as telefônicas têm um poder econômico infinitamente maior, a Globo tem um poder político mais forte, entranhado no Congresso desde os tempos do regime militar, quando a emissora apoiava os generais. Leia o resto do artigo »

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O reverso do Ipea

Postado em 5 de julho de 2008

Publicado originalmente no Monitor Mercantil

Por J. Carlos de Assis*

Partiu de mim a sugestão ao então secretário Roberto Mangabeira Unger para que escolhesse o economista Márcio Pochmann para a presidência do Ipea. Não é meu, porém, o mérito pelo fato de ele ter aceitado. É do atual ministro Mangabeira.

Alegando problemas reais de família, Márcio me fez acreditar que não aceitaria. Foi Mangabeira, com uma insistência tenaz, quem o convenceu do contrário. Com isso, honrou o Governo Lula com um dos mais competentes quadros do país no terreno da pesquisa e da investigação econômica.

Não precisei de indicar João Sicsú para o segundo posto no Ipea. Quando ia mencionar o seu nome, Márcio já o havia escolhido. Indiquei, sim, como pesquisador ou para qualquer outro posto no instituto, o economista Miguel Bruno.

É o mais notável da nova geração de pesquisadores econômicos brasileiros. Fez uma primorosa tese de doutorado na França sobre financeirização da economia. Eu a usei na carta Momento Nacional, do Instituto Desemprego Zero, mostrando que 29% da renda interna líquida do país, entre 1992 e 2005, são juros.

É graças a essa tese, ignorada pela maior parte da imprensa brasileira, que o jovem doutor está sendo submetido à mais sórdida campanha de alguns jornais - os mesmos que denigrem a imagem do Ipea, com base em informantes desqualificados de ressentidos.

A motivação explícita é uma mudança de métodos na divulgação de pesquisas de conjuntura. A implícita é o despudor de quem quer fazer com que o Ipea continue sendo uma “dobradinha” do mercado financeiro.

Para o jornalista Elio Gaspari, “o comissariado está destruindo o Ipea”. Gaspari conhece as artes da destruição. Ele ajudou a destruir a ditadura com um competente jornalismo no Jornal do Brasil. Infelizmente, tomou de amores por sua principal fonte, o general Golbery, eminência parda dos governos Castello Branco e Geisel. Leia o resto do artigo »

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Mídia: a patética torcida pelo aumento da inflação

Postado em 2 de julho de 2008

Por Katia Alves

O autor no texto a seguir observa que a mídia vem dando grande destaque com a volta do fantasma da inflação. Entretanto, o noticiário internacional ressalta exatamente o contrário, que o Brasil é um dos que melhor tem enfrentado esta crise globalizada. E ressalta como o contraste é brutal quando se ler um jornal brasileiro (ele cita a Folha) com um jornal internacional (dá o exemplo do “New York Times”).

E que nesta segunda-feira também foram divulgados os novos índices da pesquisa Ibope/CNI, mostrando que a popularidade do governo Lula se mantém inalterada num patamar recorde, com 58% de aprovação, agências e jornais fizeram um contorcionismo danado para destacar aspectos negativos do levantamento, omitindo o principal.

Publicado originalmente no Último segundo

Por Ricardo Kotscho

Venho notando nos últimos dias um crescente frisson dos mancheteiros e nobres colunistas da nossa grande mídia com a volta do fantasma da inflação.

Desde abril, quando surgiram os primeiros sintomas de alta, a cada novo índice prevê-se o fim do mundo para amanhã mesmo, na próxima esquina.

É até engraçada esta torcida agora indisfarçada para que o pior aconteça e o governo se exploda, quando comparamos o noticiário nativo com o que se escreve lá fora sobre o Brasil. Regra geral, os mais respeitados e influentes meios de comunicação do mundo constatam que o nosso País é um dos que melhor tem enfrentado esta crise globalizada.

Quando fico muito desanimado, depois de ver os telejornais da noite e dar uma olhada nos principais jornais no café da manhã, termino sempre minha rotina informativa lendo a coluna “Toda Mídia”, publicada pelo Nelson de Sá, na “Folha”.

O contraste é brutal com o que se lê no noticiário das outras páginas do matutino paulista. Nesta terça-feira, por exemplo, Sá abre a sua coluna com o que escrevem sobre nós os dois principais jornais dos Estados Unidos: Leia o resto do artigo »

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A concentração da mídia

Postado em 27 de junho de 2008

Negócio fechado: Estadão é da Globo

Publicado originalmente no Blog do Rouvai

Duas fontes diferentes me confirmaram que o negócio da compra do Grupo O Estado de S. Paulo pelas Organizações Globo foi fechado. Agora, acabo de ler no blogue do Pedro Venceslau que as demissões no Estadão já começaram.

De repente, não mais que de repente, o que era um boato vira um fato, pelo menos nos corredores da firma: a Globo comprou o Estadão. Só acreditei mesmo quando fiquei sabendo dos primeiros colegas apanhados no passaralho (na verdade, demissão voluntária). Uns falam em vinte, outros trinta. Sei lá. Só sei que, agora, nós somos da Globo. Somos todos Bozó.

Na próxima festa junina comeremos paçoca ao lado da colega Paty Poeta. Será que posso enviar uns currículos do pessoal da rua para o Boninho na hora de selecionar o casting do próximo Big Brother? eu e minha colega Doris Bicudo já avisamos: não queremos saber de morar no Rio. Se for para apresentar o Jornal Nacional, vamos e voltamos no dia seguinte. E queremos hora extra, claro. Espera aí…Agora também somos da CBN, e do Extra, e do G1. Leia o resto do artigo »

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Yeda Crusius e a corrupção na mídia

Postado em 24 de junho de 2008

Por Katia Alves

Segundo o jornalista Altamiro Borges, afirma que o Marco Aurélio Weissheimer, da Carta Maior, encontrou uma pista para explicar a atitude da mídia em relação ao escândalo de corrupção no governo tucano de Yeda Crusius. Ele descobriu que os líderes desta maracutaia investiram na formação de opinião pública favorável bancando anúncios publicitários nos jornais gaúchos.

Um lobista do PSDB acusado de integrar a máfia do Detran diz, numa carta escrita à governadora Yeda Crusius, que vários colunistas da mídia comercial foram pagos com dinheiro do esquema ilícito. O documento não revela quais os jornais ou colunistas que prestaram o serviço sujo à máfia do Detran. Diante da gravidade da denúncia, o Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande Sul enviou pedido à CPI que apura o caso para que sejam nominados os profissionais e veículos

Marco Aurélio declara que sempre existiu no Brasil uma imprensa “marrom”, feita de matérias compradas e de deturpações grosseiras para favorecer grupos econômicos e políticos ou simplesmente para vender mais jornal. A prática da corrupção adquiriu novos e sutis contornos na era do jornalismo on-line e do predomínio da ditadura financeira e da globalização neoliberal.

Por Altamiro Borges

Publicado originalmente no Blog do Miro

O jornalista Marco Aurélio Weissheimer, da Carta Maior, encontrou uma pista para explicar o tratamento cordial - e tardio - dispensado pela mídia hegemônica ao escândalo de corrupção no governo tucano de Yeda Crusius. Pesquisando os documentos que o Ministério Público Federal apresentou contra a quadrilha que roubou o Detran, ele descobriu que os líderes desta maracutaia investiram na formação de opinião pública favorável bancando anúncios publicitários nos jornais gaúchos. Um lobista do PSDB acusado de integrar a máfia diz, numa carta à governadora, que vários colunistas da mídia comercial foram pagos com dinheiro do esquema ilícito.

Na página 56 do documento, o Ministério Público é taxativo: “O grupo investia não apenas na imagem de seus integrantes, mas também na própria formação de uma opinião pública favorável aos seus interesses, ou seja, aos projetos que objetivavam desenvolver. A busca de proximidade com jornais estaduais, os aportes financeiros destinados a controlar jornais de interesse regional, freqüentes contratações de agências de publicidade e mesmo a formação de empresas destinadas à publicidade são comportamentos periféricos adotados pela quadrilha para enuviar a opinião pública, dificultar o controle social e lhes conferir aparente imagem de lisura e idoneidade”.

Colunistas ou mercenários?

O documento não revela quais os jornais ou colunistas que prestaram o serviço sujo à máfia do Detran. Diante da gravidade da denúncia, o Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande Sul enviou pedido à CPI que apura o caso para que sejam nominados os profissionais e veículos, “pois não é justo que toda a categoria seja colocada sob suspeição”. Já os jornais estaduais - a rigor, existem apenas dois, Zero Hora e Correio do Povo - fingiram-se de mortos diante da grave revelação do MPF. Até agora, a imprensa gaúcha simplesmente nem citou o trecho do documento. Leia o resto do artigo »

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A Veja e o meu pai

Postado em 19 de junho de 2008

No artigo a seguir há um depoimento de um cidadão, Roberto Efrem, que fala em seu artigo sobre o cancelamento da assinatura que o seu pai fez com a revista Veja. E para Roberto, a atitude de seu pai foi muito digna de aplausos, pois como sabemos a revista Veja com toda sua informação tendenciosa, publica matérias que são de fato de seu interesse, nem precisamos comentar da grande campanha que ela faz contra o presidente Lula. Nossa que revista sensacional, não? Aliás, o que seria de nós sem toda essa ética jornalística?!

É exatamente isso que o artigo abaixo retrata.

Por Katia Alves

Por Roberto Efrem Filho*

Publicado no Vi o Mundo

Hoje, dia 10 de junho do ano de 2008, foi o dia em que meu pai cancelou a renovação da Revista Veja. É bem verdade que há fatos históricos um tanto quanto mais importantes e você deve estar se perguntando “o que cargas d’água eu tenho a ver com isso?”. Não é nenhuma tomada de Constantinopla, queda da Bastilha ou vitória da Baia dos Porcos. É um ato de pequenas dimensões objetivas, realizado no espaço particular de uma família de classe média brasileira, sem relevantes conseqüências materiais para as finanças da Editora Abril, sem repercussões no latifúndio midiático nacional. A função deste texto, portanto, é a de provar que meu pai é um herói.

A Revista VEJA se diz assim: “indispensável ao país que queremos ser”. Começa e termina com propagandas cujo público alvo é a classe média e, nela, claro, meu pai. Banco Bradesco, Hyundai, H. Stern. Pajero, Banco Real, Mizuno. Peugeot, Aracruz, Nokia. Por certo, a classe média  - inclusive meu pai - dificilmente terá acesso à grande parte dos bens expostos na vitrine de papel. Não importa. Mais do que o produto, a VEJA vende o anseio por seu consumo. Melhor: credita em seu público-alvo, a despeito de quaisquer probabilidades, a idéia de que ele, um dia, chegará lá. Logo no comecinho, na terceira e quarta folhas, estão as páginas amarelas da Revista. Nelas, acham se as entrevistas com personalidades tidas como renomadas e com muito a dizer ao país. Esta semana a VEJA apresenta as opiniões de Patrick Michaels (?), climatologista norte-americano que afirma a inexistência de motivos para temores com o aquecimento global. Na semana passada, deu-se voz ao “jovem herói” Yon Goicoechea (?), um “líder” estudantil venezuelano oposicionista de Chávez e defensor da tese de que a ideologia deve ser afastada para que a liberdade seja conquistada contra o regime “ditatorial” chavista.

Não. Não é que a VEJA não conheça o aumento dos níveis dos mares, dos números de casos de câncer de pele, do desmatamento da Amazônia, da escassez da água e dos recursos naturais como um todo e de sua  conseqüências na produção mundial de alimentos. Sim, ela conhece. Não. Não é que ela não saiba que um estudante não representa sozinho o posicionamento democrático de uma nação e que um governo legitimamente eleito não pode ser chamado de totalitário. Sim, ela sabe. Do mesmo modo que conhece e sabe da existência de diferentes opiniões (ideológicas, como tudo) sobre ambos os assuntos e não as manifesta. Acontece que isso ela também vende: o silêncio sobre o que não é lucrativo pronunciar. Leia o resto do artigo »

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A era da infra-estrutura

Postado em 3 de junho de 2008

Nassif faz uma crítica ao artigo publicado pelo Estadão, pois nesta matéria o autor Renée Pereira, ressalta que o grande investimento em infra-estrutura vem acontecendo graças ao setor privado. E critica também a matéria de Fernando Canzian, pois este escreveu que a obra do PAC não avança.

Nassif argumenta que a infra-estrutura depende de concessões federais, logo se aumentou a infra-estrutura foi porque aumentou a concessão do governo e o  PAC desobstruiu pontos de estrangulamento.

*Por Katia Alves

Por Fernando Canzian

Publicado originalmente no Blog do Nassif

Por Luis Nassif

Matéria relevante de Renée Pereira, no caderno de Economia do Estadão, mostrando que finalmente o país entrou definitivamente na era dos investimentos em infra-estrutura - com o setor privado caindo de cabeça.

Na edição escrita, um belo infográfico com as obras que vão mudar o Brasil.

A Folha também cobriu o balanço do PAC, em matéria de Fernando Canzian, com a manchete “PAC não anda, mas empresas investem em infra-estrutura”.

A manchete não tem nexo. Aliás, é incrível, a esta altura do campeonato, que ainda se reduza o PAC apenas a desembolsos do governo. Infra-estrutura depende, fundamentalmente, de concessões federais. Se o setor privado disparou, é porque o sistema de concessões disparou. Caso contrário é supor que a perna direita está andando mais rápido que a esquerda. Se andou é porque o PAC desobstruiu pontos de estrangulamento.

Esse viés acaba impedindo a matéria de apresentar o ponto mais relevante. Levantou ela que as liberações orçamentárias não chegaram a 20% do orçado (considerando os restos a pagar). Leia o resto do artigo »

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ISTOÉ ofende BNDES e seu corpo funcional com capa que insinua equivocadamente que conversas telefônicas pudessem ter sido gravadas dentro do BNDES ou pudessem envolver funcionários do BNDES. A quem querem atingir com essas falsas insinuações, o PAC e a Ministra Dilma?

Postado em 8 de maio de 2008

ISTOÉ ofende BNDES e seu corpo funcional com capa que insinua equivocadamente que conversas telefônicas foram gravadas dentro do BNDES ou pudessem envolver funcionários do BNDES.

 Entretanto, essas insinuações são completamente falsas. Até agora, não há nem mesmo qualquer suspeita contra qualquer funcionário do BNDES.

 A capa da ISTOÉ vai além e coloca uma mulher dentro do prédio do BNDES que só pode fazer referência à prostituição de que trata no artigo.

 Essa capa induz as pessoas a pensarem que ouve corrupção ou prostituição envolvendo o BNDES ou seus funcionários, porém, não há indícios de que isso tenha ocorrido. Até agora, as suspeitas são exclusivamente de corrupção em uma prefeitura do PSDB em São Paulo CLIQUE AQUI PARA ENTENDER ESSA QUESTÃO.

 A revista ISTOÉ não pode acusar diretamente, pois não há nada contra o BNDES. Entretanto, a revista está cheia de insinuações. No texto da reportagem dizem o seguinte:

 “O conteúdo desses diálogos macula a imagem do maior banco de fomento da América Latina, maior indutor do PAC e tido até os últimos dias como um símbolo de eficiência e de rigor técnico na aplicação de seus recursos.”

 O BNDES deixou de ser um símbolo de eficiência e de rigor técnico?

Nada de concreto na reportagem, além das falsas insinuações, mostra que o Banco mudou.

Mas nesse pequeno texto da reportagem, podemos encontrar indícios de onde querem chegar com essas acusações despropositadas. De fato, o BNDES é o maior indutor do PAC, será que essas acusações infundadas são mais uma das tentativas de atacar o PAC e a Ministra Dilma? Ou será que tem relação com o equívoco da última reunião do Copom ? (CLIQUE AQUI PARA ENTENDER ESSA QUESTÃO)

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Remessas superam investimentos

Postado em 24 de abril de 2008

Imprensa normalmente divulga volume de investimentos estrangeiros diretos e remessa de lucros e dividendos, contudo, apenas essas rubricas não expressam a real situação do Balanço de Pagamentos nacional. Quando incorporados à análise as amortizações de empréstimos e o retorno de capital, o BP revela uma diferença negativamente muito grande entre o volume de recursos enviados e os recebidos pelo Brasil em todos os setores da atividade econômica…

*Por Elizabeth Cardoso

Publicado originalmente no Jornal do Brasil

Por Ubirajara Loureiro

Multinacionais enviaram ao exterior pelo menos R$ 9 bilhões a mais do que aplicaram no Brasil

Percorrer os labirintos do site do Banco Central e esmiuçar a numerália leva às vezes a fatos aparentemente surpreendentes no que se refere à presença do capital estrangeiro no Brasil. O cotejo dos investimentos diretos com as remessas de lucros, amortizações de empréstimos e retorno de capital mostra que o Brasil é, realmente, país de excepcional rentabilidade para investidores do exterior.

Se computadas algumas das rubricas através das quais os recursos estrangeiros são retirados do Brasil, verifica-se a saída de um total de US$ 43 bilhões, contra investimentos diretos que fecharam o ano na casa dos US$ 34,3 bilhões. E que a indústria é o setor que permite maior retorno de capital aos investidores externos e mais remessas às matrizes.

Algo bem distante do noticiário normal, em que é divulgado apenas o investimento direto e remessas de lucros e dividendos. Por esta metodologia, no ano passado, a entrada de capitais externos no Brasil foi de US$ 34,3 bilhões, ficando a impressão de que o total de saídas teria sido de apenas US$ 16,7 bilhões.

A partir desses números, verifica-se que o movimento corrente de capitais externos tem sentido inverso ao que vem sendo divulgado continuamente. Ou seja, as remessas de capital são bem superiores ao volume de investimentos concretizados no país. Leia o resto do artigo »

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