Blog do Desemprego Zero

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Mantega troca Appy por Nelson Barbosa

Postado em 3 de Julho de 2008

Por Katia Alves

Guido Mantega promoveu o atual secretário de Acompanhamento Econômico do ministério, Nelson Barbosa, para o lugar de Bernard Appy, na Secretaria de Política Econômica. Nelson Barbosa se torna o principal formulador de política econômica da Fazenda, o que, na prática, já vinha acontecendo há algum tempo. Mestre em economia pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e Ph.D. pela faculdade americana New School for Social Research.

Bernard Appy vai ocupar uma nova secretaria dedicada às reformas estruturais da economia, em especial a reforma tributária. Para explicar essa alteração, Mantega disse que se trata de um reforço que a Fazenda pretende dar às reformas, daí a criação do novo posto e a nomeação de Appy para o cargo.

Por Guilherme Barros

Publicado originalmente na Folha Online

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, decidiu promover o atual secretário de Acompanhamento Econômico do ministério, Nelson Barbosa, para o lugar de Bernard Appy, na Secretaria de Política Econômica. Appy irá ocupar uma nova secretaria dedicada às reformas estruturais da economia, em especial a reforma tributária. A troca de guardas deve ser publicada hoje no “Diário Oficial”.

Com a mudança, Nelson Barbosa se torna o principal formulador de política econômica da Fazenda, o que, na prática, já vinha acontecendo há algum tempo. Mestre em economia pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e Ph.D. pela faculdade americana New School for Social Research, Barbosa acompanha Mantega desde o início do governo. Barbosa assessorou Mantega no Planejamento, depois no BNDES e foi com o ministro para a Fazenda. No ano passado, recusou convite para voltar a lecionar na New School. Barbosa participou das principais decisões econômicas da Fazenda, desde que Mantega a sumiu a pasta. Ele e Mantega têm visões muito parecidas sobre a economia e freqüentemente divergentes das opiniões do Banco Central. Leia o resto do artigo »

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Polêmicas da Semana: FHC, Candidatura de Suplicy, Ações sociais, Etanol, Papa Bento XVI, Mercosul

Postado em 1 de Julho de 2008

Por Beatriz Diniz

Política

FHC

  • Durante a missa de sétimo dia da morte da ex-primeira dama Ruth Cardoso, FHC chora ao agradecer a população o carinho e apoio que têm dado Clique aqui para ler

Candidatura de Suplicy

  • Após oficialização da candidatura de Marta Suplicy para a prefeitura de São Paulo, o programa de governo erra dados e insere verbas do governo federal na promessa de dobrar as linhas de metrô da capital paulista Clique aqui para ler

Ações sociais

  • O período eleitoral não impedirá o governo federal de prosseguir com as ações destinadas a população de baixa renda, apesar de ser acusado pela oposição de eleitoreiras Clique aqui para ler

Economia

Etanol

  • Lula defende o Etanol em cúpula do Mercosul, porém afirma que se este causar fome ele abre mão do combustível Clique aqui para ler

Papa Bento XVI

  • Visita do Papa Bento XVI pode atrair um maior número de clientes para os bordéis de Sidney, na Austrália. Espera-se uma alta de até 200% de lucro Clique aqui para ler

Mercosul

  • Durante abertura da cúpula do Mercosul, a presença da Quarta Frota norte-americana foi condenada por Chávez, enquanto que Kirchner que adverte quanto a perda da oportunidade existente de integração e desenvolvimento da região Clique aqui para ler

Mais Destaques:

Resumo Diário - 30/06/2008

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A radiografia política do swap: TUDO SOBRE SWAP CAMBIAL REVERSO, obrigado Léo

Postado em 1 de Julho de 2008

SWAP CAMBIAL REVERSO: mais um sofisticado instrumento derivativo criado pelo bacen para encher o bolso das instituições financeiras, por Léo Nunes

Léo Nunes foi um dos primeiros cidadãos brasileiros a compreender o que está realmente por detrás do Swap Reverso. Ele concluiu no início de 2008 sua dissertação de mestrado na UNICAMP sobre o tema.

Banco central tenta fraudar medida provisória para esconder SWAP reverso **PARTE 1 **

Banco Central tenta fraudar MP para esconder perdas do SWAP ** PARTE 2 **

O REVERSO DO SWAP

AS JUSTIFICATIVAS IMPLAUSÍVEIS DO BC

Exercícios com contratos de SWAP cambial

Escândalo de R$10 bilhões no Banco Central: swap reverso

BC gera prejuízo em dose dupla. ESTÍMULO À ESPECULAÇÃO SIMULTÂNEA COM DÓLAR E JURO INFLOU PERDAS DE R$ 42 BI, ANO PASSADO

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O Brasil não vai escapar da inflação

Postado em 1 de Julho de 2008

Por: Luciana Sergeiro 

Em entrevista concedida a revista Isto É o economista Carlos Lessa faz um alerta ao governo, dizendo que este não está dando a devida importância à crise internacional de petróleo, ainda que o Brasil tenha reservas, a situação mundial pressionará os preços, especialmente das commodities, e o País não pode como ter única resposta o aumento das taxas de juros e a política cambial para controlar a inflação, Lessa diz que medidas como essas são consideradas como suicídio.

Mesmo o Brasil, tendo uma posição favorável devido às descobertas do pré-sal, o País não ficara livre da inflação mundial já que o petróleo é o formador dos custos de todos os alimentos de commodities do mundo. Lessa diz ainda que, a política do petróleo do País ligada ao futuro está apenas justificando as elevações dos juros feitas por Meirelles. Essa elevação dos juros gera a premiação do capital especulativo, e impede que o governo faça política de saúde, educação entre outras.

Favorável aos biocombustíveis apóia Lula na questão do biodiesel e do combustível renovável. O Brasil tem tudo para ser uma grande potência. “Nós temos muita energia hidrelétrica e podemos ampliar muito a oferta. E é a mais renovável de todas. Temos sol quase todo o ano, temos solo e temos água. Então, podemos produzir comida e energia renovável. Temos petróleo no pré-sal e temos urânio. Temos a sexta reserva de urânio do mundo e mais da metade do território nacional ainda não foi pesquisada. Mas não se discute energia neste País, discutem-se juros.”

Publicado em: ISTOÉ

Por: OCTÁVIO COSTA E RUDOLFO LAGO 

Brasil deixou de ser a República de Empreiteiras para ser o Império dos Banqueiros. Ex-presidente do BNDES critica estratégia do governo para enfrentar alta do petróleo, mas elogia biocombustível.

Entrevista com Carlos Lessa

Aos 72 anos, o economista Carlos Lessa desistiu de disputar a Prefeitura do Rio de Janeiro pelo PSB. Por um partido de estrutura ínfima no Estado, seria uma aventura sem maiores conseqüências. Mas a receita que Lessa teria para o Rio é a mesma que tem para o Brasil: é preciso que tanto a cidade como o País recuperem a auto-estima. “O presidente Lula é muito bom nas políticas sociais e tem instinto para o que quer o povo brasileiro, mas não tem nenhuma visão nacional; se ele tivesse, não se deslumbrava tanto com os aplausos que recebe no Exterior”, critica. Duro e irônico, Lessa cobra, inclusive, a atitude da mulher de Lula, Marisa Silva, que requereu cidadania italiana para ela e para os filhos: “Se o Lula soubesse o que é Estado nacional, teria dado uma bronca na mulher.” Crítico ferrenho da política econômica - motivo, inclusive, da sua saída da presidência do BNDES em novembro de 2004 -, Lessa alerta que o governo não está dando a devida importância à crise internacional de petróleo. Ainda que o Brasil tenha reservas, a situação mundial pressionará os preços, especialmente das commodities, e o País não pode ter como única resposta o aumento das taxas de juros e a política cambial, determinados pelo Banco Central. “Querer controlar a inflação com câmbio é suicídio nacional”, dispara. Lessa afirma que “é preciso acabar com a ‘paulistocentria’ na política brasileira”. Sua chapa ideal seria formada pelo governador tucano Aécio Neves e o deputado Ciro Gomes, do PSB. Na segunda-feira 23, Lessa deu a seguinte entrevista à ISTOÉ:

ISTOÉ - A crise do petróleo que abala a economia mundial veio para ficar?

Carlos Lessa - Veio para ficar, por uma razão muito simples: há 25 anos, as reservas conhecidas e estimadas de petróleo vêm crescendo menos do que o consumo. Grande parte do crescimento das reservas se dá por reavaliação dos campos já conhecidos. Não há descobertas relevantes de novos grandes campos.

ISTOÉ - A escassez tende a se agravar?

Lessa - Sem dúvida. E a escassez empurraria inexoravelmente o preço do petróleo para cima. Eu não entendo por que o governo brasileiro não assume isso como um dado estratégico. Isso modifica todo o futuro. Talvez seja o dado mais importante à meditação do planejamento do País.

ISTOÉ - O governo alega que, graças às reservas de pré-sal, o Brasil está em situação mais confortável.

Lessa - Não é esse o problema. Em primeiro lugar, é inexorável uma inflação mundial. E o Brasil não vai escapar a ela. Por quê? O petróleo é o formador de custos de todos os alimentos e de todas as commodities no mundo. Tudo que é produzido tem um componente pesado de transportes, principalmente as commodities e as matérias- primas. Então, todos os preços mundiais não vão parar de subir.

ISTOÉ - Nesse quadro, não importa se você é auto-suficiente ou não?

Lessa - Só se você tiver uma política em relação ao seu próprio petróleo, diferenciando o preço para dentro do preço para fora. Aliás, é o que eu recomendaria ao Brasil. Não se trata de subsidiar. Deveria se vender pelo preço internacional para o mundo, mas, internamente, o combustível seria vendido com certa margem de ganho, porém pequena. Em vez de a crise inspirar uma política de petróleo para o País, ligada ao futuro, está inspirando outra coisa. Leia o resto do artigo »

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O REVERSO DO SWAP

Postado em 30 de Junho de 2008

J. Carlos de Assis

Presidente do Instituto Desemprego Zero

 É incompreensível como o Banco Central até hoje não veio a público para explicar à sociedade brasileira o prejuízo de R$ 47 bilhões acumulado no  ano passado, sendo que a única vez em que tocou no assunto remeteu-o ao Diretor de Administração, que não tem nada a ver com a área geradora de perdas, em especial, o Departamento de Mercado Aberto. Ou, mais precisamente, o Departamento que cuida, entre outras, das operações denominadas de “swap reverso”, uma das fontes de perdas.

          É incompreensível, mas justificável. São realmente operações muito complexas. Se algum jornalista tivesse curiosidade a respeito, certamente o Diretor de Administração se esquivaria de imediato, prometendo consultar os responsáveis. Com isso seria possível montar uma resposta apropriada ou, na melhor das hipóteses, deixar tudo no esquecimento. Afinal, a principal preocupação da maior parte da imprensa no momento são os cartões corporativos do Governo.

          Vamos ao “swap reverso”. Para entendê-lo, comecemos pelo “swap” simples. É uma operação de derivativo, altamente especulativa, para quem quer apostar nas variações aleatórias do dólar e dos juros. Um jogo de soma zero: alguém ganha, alguém perde. Por derivativo entenda-se uma aplicação financeira não baseada em títulos de dívida. O especulador compra um contrato, apostando que a taxa de juros não vai subir e o câmbio vai se desvalorizar. Se isso acontecer, ele ganha quanto maior for a diferença entre as taxas. Se não acontecer, perde.

          O balanço é feito e pago diariamente, com referência às variações diárias do câmbio e da taxa média de juros do CDI (Certificado de Depósito Interbancário), que é o instrumento pelo qual os bancos emprestam dinheiro entre si para cobrir (ou aplicar) suas insuficiências (ou saldos) de reservas diárias. Quanto maior a diferença entre uma e outra, maior o ganho ou perda no “swap”. Atenção: a taxa do CDI é influenciada diretamente pela Selic, taxa de juros básica fixada pelo Banco Central; e a taxa de câmbio é indiretamente arbitrada pelo mesmo Banco Central, mediante manipulação das reservas em dólar. Portanto, no Brasil, ganhos e perdas em “swap” são efetivamente controladas pelo Banco Central. Se ele perde, é porque quer perder - naturalmente, em favor de alguém.

          Este sofisticado aparelho especulativo foi introduzido no Brasil pelo ex-presidente Leia o resto do artigo »

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AS JUSTIFICATIVAS IMPLAUSÍVEIS DO BC

Postado em 30 de Junho de 2008

J. Carlos de Assis

Presidente do Instituto Desemprego Zero

           Compreendem-se as dúvidas em relação às motivações últimas da introdução do derivativo swap no Brasil, em maio de 2002, tendo em vista a complexidade das operações. A justificativa então apresentada era que, em face da rápida deterioração das reservas no ambiente da eleição presidencial, o então presidente do Banco Central, Armínio Fraga, recorreu ao expediente do swap para garantir um elevado cupom cambial aos aplicadores em dólar, a fim de evitar as remessas estimuladas pela rápida desvalorização do real - tudo sem necessidade de apelar para o instrumento clássico de elevação das taxas básicas de juros.        

          O Banco Central se dispunha, pois, a pagar a desvalorização do câmbio, assim como a taxa Selic, para segurar as reservas. As eventuais perdas seriam compensadas pelo fato de que o estoque da dívida interna remunerada pela Selic não seria contaminada por sua elevação. Diga-se, inicialmente, que as operações de swap poderiam, no máximo, evitar marginalmente a saída de dólares. Dificilmente poderiam atrair novas aplicações, para reconstituição de reservas, pois a expectativa de qualquer investidor externo, dadas as condições da economia, era a de elevação da taxa Selic e menor desvalorização do câmbio no futuro imediato, o que lhe reduziria o cupom cambial.

          Por que seria esta a “expectativa racional” do investidor? Porque não só havia uma desvalorização acelerada do câmbio, induzindo a elevação dos juros, mas porque a inflação, tendo subido lentamente desde o início do ano, disparou a partir de maio, mês da introdução do swap: 0,21 em maio; 0,42 em junho; 1,19 em julho; 0,65 em agosto; 0,72 em setembro; 1,31 em outubro; 3,02% em novembro; 2,10% em dezembro. No ano, a alta acumulada no IPCA foi de 12,53%, comparada com 7,67% de 2001.

          Portanto, não era apenas a desvalorização do real que sugeria uma alta brusca da Selic. Era também o quadro de rápida aceleração da inflação. No entanto, a Selic passou de 18,37 em maio para 17,31 em junho; 18,41 em julho; 17,83 em agosto; 17,87 em setembro (mês do segundo turno das eleições presidenciais em que os especuladores em swap ganharam do Banco Central 8 bilhões 900 milhões de reais); 17,90 em outubro; 20,90 em novembro e 21,90 em dezembro - nestes últimos meses a pedido do novo Governo, antes da posse, para que a taxa de juros fosse aumentada.

          O resultado disso é que a política monetária “moderada” do Armínio, embora Leia o resto do artigo »

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Lula prepara a volta de Palocci

Postado em 30 de Junho de 2008

Por Katia Alves

A volta de Palocci à Fazenda é dada como certa se o caso do caseiro for “zerado”. A alta da inflação assustou o presidente Lula, apesar dos discursos otimistas, e enfraqueceu o atual ministro da Fazenda, Guido Mantega, que não conseguiu domá-la. A responsabilidade de controlar a inflação acabou a cargo do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, o que não agrada ao presidente da República por causa da alta dos juros.

O resgate de Palocci , porém, não depende só de torcida. Fracassaram, por exemplo, as gestões para que o procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, suspendesse o processo contra Palocci.

Publicado originalmente no Correio Braziliense

Por Luiz Carlos Azedo e Daniel Pereira

Assustado com o rumo da economia, o presidente espera que o Supremo arquive a denúncia contra o ex-ministro para reconduzi-lo ao governo federal

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aposta todas as fichas na rejeição da denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci (PT-SP) pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para trazê-lo de volta à pasta, cargo que ocupou com brilhantismo, segundo avaliação de Lula. Palocci é acusado de quebrar o sigilo funcional do caseiro Francenildo Costa, fato ocorrido em 2006, episódio que o derrubou do Ministério da Fazenda. Eleito deputado federal, o ex-ministro é o único dos ex-auxiliares que continua sendo interlocutor de Lula.

A volta de Palocci à Fazenda é dada como certa se o caso do caseiro for “zerado”. A alta da inflação assustou o presidente Lula, apesar dos discursos otimistas, e enfraqueceu o atual ministro da Fazenda, Guido Mantega, que não conseguiu domá-la. A responsabilidade de controlar a inflação acabou a cargo do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, o que não agrada ao presidente da República por causa da alta dos juros. Lula teme cair numa armadilha: a inflação desgasta o governo entre a população de baixa renda; o remédio - elevar os juros - acaba tendo o mesmo efeito colateral.

Presidente da comissão especial que examina a reforma tributária na Câmara, Palocci está reconstruindo sua imagem. Evita excesso de exposição na mídia e confrontos políticos, mas atua com desenvoltura nos bastidores. É o principal interlocutor da Câmara na equipe econômica e no mundo empresarial. Leia o resto do artigo »

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Swap Reverso

Postado em 27 de Junho de 2008

Swap Reverso 1

Swap Reverso 2

exercicio de swap reverso

 

 

 

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Polêmicas da semana: Variglog, Inflação, MST, militares, Lindberg, Bolsa Família, Cacciola, Gol, Volvo, Bolsas Européias , Concurso, Volkswagen, Reservas Internacionais, PAC, Kassab, Jader Barbalho

Postado em 27 de Junho de 2008

Por Beatriz Diniz

Economia

Concurso Petrobrás

  • Reservas internacionais do país atingem US$200 bilhões, segundo Banco Central Clique aqui para ler

  • O Conselho Administrativo de Desenvolvimento Econômico (CADE), decidiu que a Gol não terá de devolver os “slots” conquistados com a compra da Varig, considerando que não há risco da competitividade entre as companhias aéreas ser afetada Clique aqui para ler

  • A espera da decisão do Fed sobre as taxas de juros fez com que as bolsas européias fechassem em alta esta quarta-feira Clique aqui para ler

  • A piora das condições de mercado leva a Volvo a anunciar a demissão de 1200 funcionários, o que provocará um corte de US$ 663 milhões nos seus gastos. No primeiro trimestre de 2008, a companhia teve um prejuízo de US$ 149,5 milhões Clique aqui para ler

  • Venda da Variglog: Lula X Roberto Teixeira Clique aqui para ler

Política

  • Irregularidade em contratos e licitações do Pac leva a exoneração três servidores do Ministério das cidades Clique aqui para ler

  • Kassab, prefeito de São Paulo e candidato a reeleição pelo partido Democratas (DEM), nega antecipação de campanha eleitoral pela TV e acusa candidatos do PT e PSDB de fazê-la Clique aqui para ler

  • Jader Barbalho acusado de peculato em 2006 tem a acusação mantida pelo Supremo Tribunal Federal Clique aqui para ler

  • A partir do próximo mês o Bolsa Família sofrerá um reajuste de 8% sobre o total pago do benefício Clique aqui para ler

  • O pedido de extradição do ex-banqueiro Salvatore Cacciola, condenado por corrupção passiva, peculato e gestão fraudulenta em 2005, foi aceito pela Corte de Mônaco Clique aqui para ler

  • Procuradoria faz pedido de abertura de inquérito contra ex-autoridades militares do período da ditadura Clique aqui para ler

  • Prefeito Lindberg de Nova Iguaçu, que apostava na candidatura para uma possível reeleição, é acusado de fraude em licitação Clique aqui para ler

Leia ainda os Destaques da semana:

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A SEMANA A LIMPO

Postado em 27 de Junho de 2008

*Léo Nunes - Paris

Brasil

A nota desta semana destaca a repercussão da morte da ex-primeira-dama Ruth Cardoso. Os jornais europeus, como o El Pais, destacaram o papel da antropóloga em programas assistenciais, que serviram de embrião para o Bolsa Família. Divergências a parte, duas qualidades de Ruth Cardoso serão sempre lembradas: o engajamento e a discrição.

Economia

O Federal Reserve Bank (FED, ou Banco Central dos EUA) interrompeu a seqüência de cortes da taxa básica de juros. Tal decisão é um claro sinal de que pode haver futuras elevações dos juros. De fato, em algum momento um ajuste se fará necessário. A possibilidade de haver um “soft landing” dependerá das próximas decisões do FED.

Internacional

Os EUA suspenderam algumas sanções comerciais em relação à Coréia do Norte. Esta decisão é ainda um passo tímido da Casa Branca, mas significa um reconhecimento no que diz respeito à política nuclear de Pyongyang. Os produtos norte-coreanos terão tarifas de importação altas, principalmente nos setores em que poderia ser competitivo, como, por exemplo, o têxtil.

*Leonardo Nunes: Mestre em Economia pela Unicamp e doutorando em Economia pela Universidade Paris-1 Pantheon-Sorbonne. Correspondente do Dezemprego Zero na capital francesa, escreve neste espaço às segundas, quartas e sextas-feiras. Meus Artigos

Clique aqui para ler nosso manifesto.

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Boa notícia: transparência pública

Postado em 26 de Junho de 2008

Por Katia Alves

No artigo a seguir, o autor faz uma importante observação que às vezes notícia importante não é muito divulgada. Ele afirma a necessidade dos indivíduos acompanharem o que ocorre nos governos. Pois assim, o cidadão vai poder conhecer e combater corrupção e verificar quem está correto.

O autor destaca que o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) lançou o Sistema Justiça Aberta, que pretende disponibilizar à população informações sobre a produtividade dos juizes dos Tribunais de Justiça espalhados pelo Brasil. A idéia, segundo o presidente do conselho e do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, é criar um mecanismo para “avaliar a morosidade da Justiça”. Sendo possível diagnosticar os principais entraves e efetivar as políticas de gestão.

Publicado originalmente no Blog do Chicão

Eu ainda fico inconformado quando uma notícia ótima e importante sai na forma de notinha em jornal.

Simplesmente os jornais e as pessoas não valorizam aquilo que ajuda a nos tornar mais racionais, eficientes e transparentes.

Há um monte de babaquice nos jornais de hoje. Decisões de juízes sobre entrevistas tem um destaque enorme.

A notícia mais importante fica num cantinho, pequenininha.

Sabe porque?

Porque entrevistas de candidatos interessam aos jornais e, é óbvio, aos políticos.

E a transparência pública?

Esta é do interesse MAIOR dos cidadãos que precisam e devem saber o que se passa nas “entranhas” dos governos (executivo, legislativo, judiciário).

É conhecendo o que se passa nas várias esferas de governo que a sociedade civil pode propor soluções, descobrir desperdícios e irracionalidades, combater a corrupção e elogiar as pessoas corretas.

Isto é fundamental. Leia o resto do artigo »

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A deterioração das transações correntes e a idiotia neoliberal

Postado em 25 de Junho de 2008

Rodrigo L. Medeiros*

O jornal Valor Econômico, de 24/06/08, caderno de Finanças (p.C1), publicou uma reportagem sobre a deterioração da conta corrente do balanço de pagamentos do Brasil. Utilizando-se de fontes do BACEN, a matéria demonstra ter havido uma deterioração de 331,1% no resultado líquido das transações correntes quando se compara maio/07 a maio/08. A posição do investimento estrangeiro direto, por sua vez, atraído pelo viés de alta da taxa básica de juros, a Selic, cresceu 65% no mesmo período. O swap reverso é parte integrante dessa novela.

De Londres, Henrique Meirelles afirma que “a atual rota de crescimento é explicada pela demanda doméstica (…) em consistência com esse fato, tanto a confiança dos consumidores quanto dos empresários estão em níveis recordes”. O teatro de Meirelles contraria as projeções do Boletim Focus, o relatório de mercado do BACEN. O Focus estima crescimento de 4,8% para o PIB brasileiro em 2008. Abaixo, portanto, do realizado em 2007. Com 51% de sua população economicamente ativa vinculados às relações formais de trabalho, não se pode esperar que a redução do crescimento econômico reduza o desemprego e o subemprego no Brasil.

Segundo a CEPAL, a oferta monetária (M3) tem girado em torno de pífios 28% do PIB no Brasil. No Chile, por exemplo, ela gira em torno dos 56%. Para a Argentina, 22% do PIB. Os dados estão também disponíveis online nas estatísticas do FMI e não há desculpas para não utilizá-los. Nas sociedades mais desenvolvidas, a oferta monetária se estende acima dos 60% do PIB. Inovações e investimentos produtivos são viabilizados dessa forma.

Edmund Phelps, Prêmio Nobel de Economia 2006, em entrevista publicada na revista Veja, edição de 30 de abril de 2008,  afirmou: “Talvez o Brasil seja um dos países mais inovadores da América Latina, certamente mais do que a Argentina ou a Venezuela. O Brasil deve ser até admirado pelo espírito empreendedor de seus agentes econômicos, mas não sei se o sistema financeiro é de alto nível, se está capacitado para trabalhar com essa demanda” (p.15). A preferência pela liquidez do sistema financeiro instalado no Brasil faz com que a baixa oferta monetária se concentre no financiamento do consumo.

O neoliberalismo tupiniquim tem se mostrado resistente à realidade e ao bom senso. Quais seriam os motivos para tanto? Estreiteza teórica, deficiência cognitiva ou defesa de interesses particulares? Provavelmente a combinação desses elementos explica o comportamento irracional dos adeptos da fantasia neoliberal. Leia o resto do artigo »

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