Blog do Desemprego Zero

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Socialismo para ricos

Postado em 2 dAmerica/Sao_Paulo julho dAmerica/Sao_Paulo 2009

Por Joseph E. Stiglitz

Fonte: O Globo (02/07/09).

O contribuinte desembolsou bilhões em garantias - e vai pagar no futuro

Com toda a conversa sobre os “brotos verdes” da recuperação econômica, os bancos americanos estão fazendo esforços para regulá-los. Políticos falam sobre seu compromisso com uma reforma regulatória para prevenir uma recorrência da crise. Esta é uma área em que o diabo realmente está nos detalhes - e os bancos vão mostrar se ainda têm músculos para continuar agindo como no passado.

O velho sistema funcionou bem para os banqueiros (não para os acionistas), então por que mudar? De fato, os esforços para salvá-los deram tão pouca atenção ao tipo de sistema financeiro que emergirá após a crise que acabaremos com um sistema bancário menos competitivo, com bancos-grandesdemaispara-falir ainda maiores.

Há muito se reconhece que essas instituições americanas são grandes demais também para serem dirigidas.

Esta é uma das razões para que o desempenho de vários deles tenha sido tão fraco. Como o governo garante os depósitos, ganha também um papel importante na reestruturação bancária (ao contrário de outros setores). Normalmente, quando um banco quebra, o governo engendra uma reestruturação financeira; se tiver que pôr dinheiro, ganha, é claro, uma participação. O governo sabe que, se esperar muito, bancoszumbis ou quase zumbis - com pouco ou nenhum capital, mas tratados como se fossem instituições viáveis - vão apostar em sua própria ressurreição.

Se apostarem alto e ganharem, levarão o lucro; se falharem, o governo assume o rombo. Leia o resto do artigo »

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Palestra do economista e professor José Carlos de Assis no Levy Institute, NY

Postado em 29 dAmerica/Sao_Paulo junho dAmerica/Sao_Paulo 2009

Palestra do economista e professor José Carlos de Assis, presidente do Instituto Desemprego Zero - IDZ proferida em Nova York (EUA) no Seminário organizado pelo PNUD, órgão da ONU, para avaliar a repercussão e a importância do Programa de Emprego Garantido, implantado na Índia, África do Sul e Argentina, como alternativa para a crise econômica mundial. José Carlos de Assis foi o único brasileiro convidado a falar no evento.

Prof. Dr. José Carlos de Assis*

Entendo que numa democracia o direito ao trabalho dignamente remunerado está no mesmo nível de prerrogativas básicas de cidadania que o direito à propriedade privada. Ambos nasceram como esteios da democracia, e ambos constituem pilares também do sistema capitalista. A diferença é que a estabilidade de uma democracia, sobretudo o que chamo de democracia de cidadania ampliada, não resiste por muito tempo a taxas muito elevadas de desemprego, enquanto, para o capitalismo liberal, o desemprego tem-se constituído como elemento funcional na obtenção de lucro.

O caminho da estabilidade social duradoura pressupõe uma economia com baixo nível de desemprego, só possível, numa democracia que se ancora na propriedade privada, com o capitalismo regulado. Para isso, a intervenção do Estado é fundamental. Não há contrapartida de dever privado para o direito ao trabalho remunerado do cidadão, como bem conceituou Amartya Sen, pelo que é a sociedade, através do Estado, que deve promover as condições básicas do pleno emprego. Sabemos disso desde os anos 30, com o New Deal. E mais ainda, com o sucesso da Social Democracia européia e do Japão no pós-guerra. Leia o resto do artigo »

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O estado das coisas

Postado em 22 dAmerica/Sao_Paulo junho dAmerica/Sao_Paulo 2009

Por Luiz Carlos Bresser-Pereira

Fonte: Folha de SP (22/06/09).

Ninguém pode assegurar que as políticas adotadas serão suficientes para tirar a economia mundial da crise

AINDA estamos em plena crise financeira global. A previsão de crescimento para os países ricos é negativa; para os países em desenvolvimento, excluídos a China e a Índia, deverá estar próxima de zero. O Brasil, ainda que menos atingido, não é exceção: ficará também sem crescimento do PIB em 2009.

Em toda parte o desemprego continua a aumentar. Para os países ricos, a previsão é que em meados de 2010 suas economias começarão a reagir, mas só saberemos se isso é verdade no último quartil do ano. É consenso que esta é a crise econômica mais grave que o mundo enfrenta desde a Grande Depressão de 1930.

Existe também razoável consenso em relação a sua principal causa. Não se limitam apenas ao fato de que os sistemas financeiros são inerentemente instáveis, de que os mercados financeiros são opacos facilitando a especulação e o surgimento de euforias ou de bolhas seguidas por pânico e recessão. Leia o resto do artigo »

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DESEMPREGO PODE CAUSAR DOENÇAS

Postado em 11 dAmerica/Sao_Paulo junho dAmerica/Sao_Paulo 2009

Fonte: Agência FAPESP
Perder o emprego em meio a uma crise econômica de dimensão mundial não representa apenas um problema financeiro, mas também um episódio que pode causar doenças. É o que indica estudo publicado na edição de 8 de maio da Revista Demography.

Mesmo se uma nova colocação for encontrada em pouco tempo, há um aumento no risco de desenvolver problemas de saúde como hipertensão, diabetes, infarto, derrame ou doenças coronárias, apontam os autores da pesquisa. “Na economia atual, perder o emprego é algo que pode acontecer com qualquer um. Por conta disso, precisamos estar atentos às possíveis consequências para a saúde e verificar o que pode ser feito”, disse Kate Strully, que conduziu o estudo na Escola de Saúde Pública da Universidade Harvard, nos Estados Unidos. Leia o resto do artigo »

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A dívida pública e as gerações futuras

Postado em 10 dAmerica/Sao_Paulo junho dAmerica/Sao_Paulo 2009

Por José Carlos de Assis

Fonte: Valor Econômico (05/06/2009).

Tomando emprestado o dinheiro parado nas empresas, por meio de títulos públicos, o Estado pode investi-los.

O imperativo da sobrevivência está impondo a todas as economias importantes do mundo a realização de grandes déficits públicos para salvar seus sistemas financeiros e estimular a demanda. É tempo, pois, de revisitar as teses acadêmicas segundo as quais o déficit, que leva a um aumento da dívida pública, deve ser evitado a todo o custo para não sobrecarregar as gerações futuras com as crescentes obrigações por conta de juros e de amortizações, e o risco de aumento de tributos.

Houve tempo, dos anos 70 para cá, em que economistas neoclássicos, depois chamados neoliberais, como os americanos Robert Lucas e Robert Barro, encantavam políticos conservadores de todo o mundo com suas teses de que o déficit público, mesmo em recessão, era fonte de desequilíbrios permanentes na economia e não funcionavam como estímulo à recuperação. Era melhor esperar e deixar que as livres forças do mercado promovessem o relançamento, que seria inevitável.

Vivíamos num mundo inocente, no qual ocorriam recessões periódicas e crises financeiras periódicas, mas nunca as duas juntas. Ou seja, pensava-se que estávamos vacinados contra crises globais do tipo da Grande Depressão. Vemos agora que não é bem assim. Uma crise de demanda sem a ocorrência simultânea de uma crise financeira pode ser revertida com adequadas políticas monetárias, mediante uma redução consistente da taxa de juros básica. Uma crise financeira podia ser revertida em sua própria órbita, sem comprometimento fiscal. As duas juntas não aconteciam desde os anos 30. O que é melhor fazer quando acontecem? Leia o resto do artigo »

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Proposta de Reforma Tributária ameaça direitos básicos

Postado em 9 dAmerica/Sao_Paulo junho dAmerica/Sao_Paulo 2009

Fonte: Correio da Cidadania       

Por Waldemar Rossi   

Tramita no Congresso Nacional projeto de iniciativa do governo Lula para mais uma reforma da nossa já combalida Constituição - tamanhos são os remendos pelos quais tem sido alterada. Trata-se de proposta de nova Reforma Tributária (*) que visa desvincular os deveres do Estado dos direitos sociais garantidos pela Constituição de 1988, direitos constantes no princípio da Seguridade Social.  

Por este princípio (e lei) o Estado tem o dever de garantir bons serviços nas áreas da previdência, saúde e bem estar, seguro-desemprego a todos os cidadãos: mulheres e homens, crianças, jovens, adultos e idosos, garantindo-lhes padrão de vida em conformidade com suas necessidades básicas e sua dignidade de seres humanos. Esses deveres estão garantidos pelo Orçamento da Seguridade Social. Essa obrigação deriva também do fato que todos e todas, direta ou indiretamente, contribuímos compulsoriamente com os cofres da Receita Federal e das receitas estaduais e municipais.  Leia o resto do artigo »

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A esquerda e a crise

Postado em 7 dAmerica/Sao_Paulo junho dAmerica/Sao_Paulo 2009

Por Luiz Carlos Bresser-Pereira

A esquerda não se beneficia da crise porque, quando esteve no poder, fez muitas concessões ao neoliberalismo.

Meu diagnóstico é o de que a esquerda não está se beneficiando da crise porque nos momentos em que esteve no poder nestes últimos 30 anos ela fez tantas concessões ao fundamentalismo de mercado neoliberal que, afinal, sua política muitas vezes se aproximava daquelas propostas pela direita. No plano social, isso não aconteceu porque os partidos de esquerda se mantiveram fiéis à ideia de que cabe ao Estado aumentar a despesa social em educação, cuidados de saúde, previdência e assistência social e, dessa forma, diminuir a desigualdade. Enquanto o neoliberalismo defendia um individualismo competitivo extremo baseado em princípios meritocráticos, a centro-esquerda rejeitava o pressuposto do caráter inerentemente egoísta do ser humano e, a partir do pressuposto alternativo de que o comportamento humano é fruto de uma dialética entre dois instintos fundamentais -o da sobrevivência e o da convivência-, afirmava a possibilidade e a necessidade da solidariedade ou das virtudes cívicas e defendia um papel ativo para o Estado na redução das desigualdades. Essa foi sua força.

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‘País, que não se pensava dividido, está sendo dividido’, aponta antropóloga

Postado em 2 dAmerica/Sao_Paulo junho dAmerica/Sao_Paulo 2009

Yvonne Maggie elogia decisão do TJ do Rio, critica cotas raciais e defende investimentos na educação básica

José Meirelles Passos escreve para “O Globo” (31/05/09):

Fervorosa ativista contra o sistema de cotas raciais para o ingresso nas universidades, a antropóloga Yvonne Maggie, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, comemorou a recente suspensão, pelo Tribunal de Justiça, da lei estadual que estipulava a reserva de vagas em universidades estaduais, como um primeiro passo para a revogação de leis raciais.

A seu ver, elas servem apenas para dividir os brasileiros que, no geral, diz, rejeitam o racismo. Segundo ela, o sistema de cotas é fruto de pressão internacional alimentada por milhões de dólares da Fundação Ford: - Essa pressão talvez tivesse caído no vazio se não houvesse dinheiro americano nessa história.

- O sistema de cotas é apresentado como forma de criar oportunidades iguais para todos. A senhora discorda. Por quê?

Porque ele faz parte de leis raciais que querem implantar no Brasil. E elas são inconstitucionais. A Constituição Federal proíbe criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si. A do Estado do Rio também. Estou defendendo o estatuto jurídico da nação brasileira, com base no fato de que raça não pode ser critério de distribuição de justiça. Raça é uma invenção dos racistas para dominar mais e melhor. Leia o resto do artigo »

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