Blog do Desemprego Zero

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A inflação, os juros e a água do banho

Postado em 3 de Julho de 2008

No artigo a seguir, o autor observa que a aceleração da inflação no Brasil tem gerado preocupações exageradas, embora a inflação no mundo tenha aumentado, no Brasil denota um quadro sob relativo controle, comparativamente a outros países. Dentre os Brics, o Brasil também é o que apresenta a mais baixa taxa de inflação, seguido por China (7,7%), Índia (7,8%) e Rússia (15,1%).

 O Boletim Semanal Focus, do Banco Central em edição recente, indica uma expectativa média de inflação de 6% para 2008, 4,8% para 2009 e 4,5% para 2010. Medidas clássicas como aumento dos juros e superávit já foram implementadas pelo governo.

 No médio e no longo prazos, a inflação se combate mesmo com a ampliação da capacidade de oferta da economia, logo o aperto de juros, ou de crédito, se vier, seja o mais curto possível para não contaminar o ambiente para investimentos produtivos.

E para finalizar o texto, o autor declara que qualquer exagero na adoção de medidas de contenção representará um “tiro no pé” do crescimento e do apetite para a continuidade da elevação do investimento produtivo, única forma de garantir a ampliação da oferta, para além da demanda, a verdadeira forma de se combater a inflação de modo estrutural, e não apenas de modo episódico e reativo.

Por Antonio Corrêa de Lacerda

Publicado originalmente no O Estado de S. paulo

A aceleração da inflação no Brasil tem gerado preocupações exageradas. Há fatores locais, mas o mundo vive uma fase de pressão inflacionária decorrente da incorporação de 200 milhões de novos consumidores ao ano que estimulam a demanda e também a especulação com commodities no mercado financeiro.

A inflação mundial tem crescido. Os dados de 12 meses acumulados até abril, considerando-se os índices de preços ao consumidor, nos EUA são de 4,2%; na região do euro, 3,7%. O Brasil, com 5,6% de inflação, denota um quadro sob relativo controle, comparativamente a outros países. Na América Latina, apenas o México (5%) e o Peru (5,4%) apresentam indicadores um pouco abaixo. A média da região é de 10,6%. O sempre elogiado Chile já tem 8,8% acumulados. A Argentina tem oficialmente 9%, mas há estimativas do mercado de que a inflação real é de cerca de 30%!

Dentre os Brics, o Brasil também é o que apresenta a mais baixa taxa de inflação, seguido por China (7,7%), Índia (7,8%) e Rússia (15,1%).

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é o indicador oficial da inflação no Brasil e o balizador das metas de inflação, definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 4,5% ao ano, podendo variar 2 pontos porcentuais para cima ou para baixo. É esse o parâmetro que o Banco Central leva em conta para conduzir a política monetária, principalmente a taxa básica de juros (Selic), que é revisada nas reuniões periódicas do Comitê de Política Monetária (Copom). Leia o resto do artigo »

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As previsões do Ipea e a sua missão

Postado em 3 de Julho de 2008

Por Katia Alves

João Sicsú, afirma abaixo e esclarece alguns pontos sobre algumas mudanças promovidas na rotina de trabalho do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). A Diretoria de Estudos Macroeconômicos decidiu, ao final de 2007 (portanto, há mais de seis meses), mudar a metodologia de apresentação de previsões de variáveis macroeconômicas feitas em sua Carta de Conjuntura.

Sicsú ressalta que para o Ipea que é uma instituição de pesquisa, é mais importante que fazer previsões, acertando ou errando, é aperfeiçoar métodos e aprofundar análises para melhor elaborar projetos de desenvolvimento para o Brasil. Portanto, considera-se muito importante a análise do erro de previsão. E que as previsões e estudos do Ipea não influenciam o mercado financeiro nem são influenciados por ele

A nova fórmula de apresentação de previsões do Ipea busca agregar valor ao debate sobre economia, além de manter o trabalho de anos do Ipea de fazer análise e previsões, busca-se adicionar um novo elemento à rotina de trabalho da instituição, que será a execução de um balanço analítico permanente de suas previsões. A missão do Ipea é elaborar um projeto para o país, concentrando suas energias em pesquisas de cunho estratégico.

Publicado originalmente na Folha Online

Por João Sicsú

Certas matérias e reportagens veiculadas nos últimos dias não esclareceram plenamente algumas mudanças positivas promovidas na rotina de trabalho do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). A Carta de Conjuntura do Ipea com periodicidade trimestral está mantida, assim como o trabalho regular de análise conjuntural e realização de previsões dos técnicos da instituição.

A Diretoria de Estudos Macroeconômicos decidiu, ao final de 2007 (portanto, há mais de seis meses), mudar a metodologia de apresentação de previsões de variáveis macroeconômicas feitas em sua Carta de Conjuntura. Pela nova fórmula, na Carta de Conjuntura de março de cada ano, serão feitas as previsões para o ano corrente. Algumas variáveis, como o crescimento do PIB, serão apresentadas na forma de bandas, com limites inferior e superior.  Novas previsões somente serão apresentadas ao longo de cada ano caso a variável efetiva negue a variável prevista. Neste caso, será apresentada uma justificativa analítica do erro e uma nova previsão será feita para aquela variável específica.

Essa fórmula é bastante diferente da adotada por órgãos do governo que operam políticas econômicas e de instituições que operam no mercado financeiro. Para tais órgãos e instituições, que sofrem a exigência do cotidiano, o mais importante é a revisão de previsões quando há a possibilidade de erro, já que tais previsões orientam decisões imediatas. Uma previsão incorreta feita por entidades que atuam no curto prazo deve ser descartada. Para o Ipea, a previsão incorreta também tem seu valor, porque se tornará objeto de análise e estudos. Leia o resto do artigo »

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Mantega troca Appy por Nelson Barbosa

Postado em 3 de Julho de 2008

Por Katia Alves

Guido Mantega promoveu o atual secretário de Acompanhamento Econômico do ministério, Nelson Barbosa, para o lugar de Bernard Appy, na Secretaria de Política Econômica. Nelson Barbosa se torna o principal formulador de política econômica da Fazenda, o que, na prática, já vinha acontecendo há algum tempo. Mestre em economia pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e Ph.D. pela faculdade americana New School for Social Research.

Bernard Appy vai ocupar uma nova secretaria dedicada às reformas estruturais da economia, em especial a reforma tributária. Para explicar essa alteração, Mantega disse que se trata de um reforço que a Fazenda pretende dar às reformas, daí a criação do novo posto e a nomeação de Appy para o cargo.

Por Guilherme Barros

Publicado originalmente na Folha Online

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, decidiu promover o atual secretário de Acompanhamento Econômico do ministério, Nelson Barbosa, para o lugar de Bernard Appy, na Secretaria de Política Econômica. Appy irá ocupar uma nova secretaria dedicada às reformas estruturais da economia, em especial a reforma tributária. A troca de guardas deve ser publicada hoje no “Diário Oficial”.

Com a mudança, Nelson Barbosa se torna o principal formulador de política econômica da Fazenda, o que, na prática, já vinha acontecendo há algum tempo. Mestre em economia pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e Ph.D. pela faculdade americana New School for Social Research, Barbosa acompanha Mantega desde o início do governo. Barbosa assessorou Mantega no Planejamento, depois no BNDES e foi com o ministro para a Fazenda. No ano passado, recusou convite para voltar a lecionar na New School. Barbosa participou das principais decisões econômicas da Fazenda, desde que Mantega a sumiu a pasta. Ele e Mantega têm visões muito parecidas sobre a economia e freqüentemente divergentes das opiniões do Banco Central. Leia o resto do artigo »

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Energia: oportunidade e ameaça para o Brasil

Postado em 3 de Julho de 2008

Por: Luciana Sergeiro 

Para Lessa um dos freios do crescimento do País, está na falta de energia, a energia tem de caminhar à frente do crescimento d consumo. Apesar do imenso potencial hidrelétrico, o País, está instalando termelétricas movidas a gás e derivados do petróleo. O presidente Lula aposta na Bioenergia, no aumento da produção do etanol de álcool. O presidente apostou na produção da mamona produzida nos assentamentos agrários do Nordeste. O Brasil está bem dotado em termos de energéticos não-renováveis.

O País ainda possui o carvão mineral, a sexta maior reserva mundial de urânio, e em matéria de petróleo a Petrobras mapeou gigantescas reservas em águas profundas. É necessário colocar a centralidade de uma discussão político-estratégica sobre a energia para o futuro brasileiro. Nossas potencialidades apresentam a oportunidade histórica de atingir, em uma geração, a plena maturidade econômica e exorcizar de vez a pobreza e a miséria.

O Estado brasileiro deveria criar uma enorme estatal de energia, nela situando o petróleo, o gás, o urânio, a hidroeletricidade e a bioenergia. Isto é fazer o oposto que a onda neoliberal preconizou. O Brasil deve ser um exportador de produtos com o máximo valor agregado sobre o trabalho dos brasileiros. Reservar nossa energia não-renovável para esta estratégia exportadora é correta, sob o ângulo de aplicação financeira. É um erro estratégico exportar petróleo acima do necessário para o investimento em energia.

Publicado em: Valor Online (restrito a assinantes)

Por Carlos Lessa

Os piores malefícios da onda liberal para a vida brasileira se situam no tema da energia. FHC conduziu o Brasil ao “apagão” elétrico. A “política” de fomento ao consumo industrial de gás se desdobra agora num “apagão” de gás. Em 1996, o Brasil consumia cerca de 10 milhões de metros cúbicos diários e passou a receber três vezes mais gás da Bolívia. O consumo de gás aumentou excessivamente, apesar do medíocre crescimento da economia. Nos últimos dois anos, com a recuperação industrial, bateu em seu limite. A indústria química, cerâmica, têxtil e vidraceira terão que paralisar seus projetos de investimentos, pois não haverá gás disponível.

Em 2006, o governo Lula lançou o Plano de Aceleração de Gás Natural (Plangás). Como é da tradição, lançado com atraso histórico, o Plangás está atrasado em 2008. A Petrobras pretende se transformar numa importadora de gás liquefeito. Enquanto isto, o gasoduto que ligaria Venezuela, Brasil e Argentina continua sendo um espaço de retóricas geopolíticas desencontradas. É sabido que a Petrobras é contra o gasoduto que integraria o continente sul-americano. Enquanto o Itamaraty luta pela integração, a Petrobras, com seu projeto de ser uma empresa petroleira internacional, se move contra a integração via gasoduto.

Toda a produção é, em última instância, trabalho do esforço humano potencializado pelas energias disponíveis. Nada é tão frenador do crescimento quanto a falta de energia; sua disponibilidade tem de caminhar à frente do crescimento do consumo. Hoje, apesar de nosso imenso potencial hidrelétrico, estamos instalando termelétricas movidas a gás e derivados de petróleo. Os ambientalistas, que são hostis aos reservatórios, devem aplaudir as emissões de calor de nossas termelétricas. Leia o resto do artigo »

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Câmbio e Confúcio

Postado em 3 de Julho de 2008

Por: Luciana Sergeiro

No artigo publicado na Folha de São Paulo, Delfim Netto responde a duas questões feitas por um leitor referente a um artigo anterior. A primeira questão é como a supervalorização cambial passageira pode levar a destruição de um setor competitivo, visto que a competitividade depende de dois fatores, da produtividade física e das condições macroeconômicas em que está imerso. Para manter a atualização tecnológica, os lucros têm que está sempre crescente, porém com o aumento das taxas de juros reais fica mais caro o investimento em tecnologia e diminui as exportações, mas permite à concorrência interna, essa concorrência interna produz dois efeitos, atrasa a capacidade de atualização tecnológica e aumenta o custo médio do produto arruinando sua capacidade de recuperação.

Quanto a segunda questão referente como a poupança pode preceder o investimento, Delfim diz que os investimentos realizados nas empresas são provenientes de recursos internos, ou seja, com a poupança acumulada depois que a produção é realizada. Essa poupança acumulada explica o virtuoso crescimento da China.

Publicado em: Folha Online

Por: Antonio Delfim Netto

Vamos hoje tentar responder a duas interessantes questões colocadas por um leitor, com referência a um artigo anterior: 1ª) como uma “super” valorização cambial passageira pode levar à destruição de um setor até então competitivo?; e 2ª) como a poupança pode preceder o investimento?

Com relação à primeira é preciso considerar que a “competitividade”  internacional de um setor depende de dois fatores: 1º) de sua produtividade física interna, que é associada ao seu nível tecnológico e à dimensão do seu mercado; e 2º) das condições macroeconômicas em que está imerso (política econômica e qualidade da infra-estrutura). A atualização tecnológica é muito rápida (talvez menos de três anos), o que significa que, quando os lucros decrescem (pela “super” valorização cambial) e o custo de capital de terceiros cresce (pelo aumento da taxa de juro real que sustenta a “super” valorização), torna-se mais difícil a sua concretização. Leia o resto do artigo »

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Mídia: a patética torcida pelo aumento da inflação

Postado em 2 de Julho de 2008

Por Katia Alves

O autor no texto a seguir observa que a mídia vem dando grande destaque com a volta do fantasma da inflação. Entretanto, o noticiário internacional ressalta exatamente o contrário, que o Brasil é um dos que melhor tem enfrentado esta crise globalizada. E ressalta como o contraste é brutal quando se ler um jornal brasileiro (ele cita a Folha) com um jornal internacional (dá o exemplo do “New York Times”).

E que nesta segunda-feira também foram divulgados os novos índices da pesquisa Ibope/CNI, mostrando que a popularidade do governo Lula se mantém inalterada num patamar recorde, com 58% de aprovação, agências e jornais fizeram um contorcionismo danado para destacar aspectos negativos do levantamento, omitindo o principal.

Publicado originalmente no Último segundo

Por Ricardo Kotscho

Venho notando nos últimos dias um crescente frisson dos mancheteiros e nobres colunistas da nossa grande mídia com a volta do fantasma da inflação.

Desde abril, quando surgiram os primeiros sintomas de alta, a cada novo índice prevê-se o fim do mundo para amanhã mesmo, na próxima esquina.

É até engraçada esta torcida agora indisfarçada para que o pior aconteça e o governo se exploda, quando comparamos o noticiário nativo com o que se escreve lá fora sobre o Brasil. Regra geral, os mais respeitados e influentes meios de comunicação do mundo constatam que o nosso País é um dos que melhor tem enfrentado esta crise globalizada.

Quando fico muito desanimado, depois de ver os telejornais da noite e dar uma olhada nos principais jornais no café da manhã, termino sempre minha rotina informativa lendo a coluna “Toda Mídia”, publicada pelo Nelson de Sá, na “Folha”.

O contraste é brutal com o que se lê no noticiário das outras páginas do matutino paulista. Nesta terça-feira, por exemplo, Sá abre a sua coluna com o que escrevem sobre nós os dois principais jornais dos Estados Unidos: Leia o resto do artigo »

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Para Fiesp, BC erra no diagnóstico da inflação

Postado em 2 de Julho de 2008

Por Katia Alves

A Fiesp considerou um erro o diagnóstico feito pelo Banco Central, pois o bacen afirmou que a oferta da indústria não estaria apta a atender o crescimento da demanda. Estudo da Fiesp apresentou dados mostrando que os investimentos industriais estão ocorrendo e se maturando em tempo hábil.

O trabalho da Fiesp mostra, porém, que, dos 20 itens que compõem o IPA, apenas quatro registram uma alta de preços acima da média da indústria. Segundo o empresário Paulo Francini, diretor do departamento de pesquisas e estudos econômicos da Fiesp, o objetivo do trabalho é o de mostrar que a indústria não é a principal causa da inflação, como o Banco Central e muitos analistas têm dito ultimamente. A indústria até, de acordo com o estudo, está ajudando no controle da inflação.

Publicado na  Folha

Por Guilherme Barros

Nos dois últimos relatórios de inflação, o Banco Central tem afirmado que a oferta da indústria não estaria apta a atender o crescimento da demanda. O relatório do dia 25 de junho foi ainda mais enfático ao dizer que “o maior risco, porém, advém dos preços industriais, pois, além de se localizarem mais próximos da etapa do consumo final e, por conseguinte, transmitirem-se mais rapidamente para os preços do consumidor, costumam mostrar maior persistência”.

A Fiesp considera um erro esse diagnóstico do Banco Central. Segundo estudo do departamento de pesquisas e estudos econômicos da entidade, os dados mostram que os investimentos industriais estão ocorrendo e se maturando em tempo hábil. Ao apontar suas baterias contra os preços industriais, o Banco Central usa como parâmetro a variação do IPA (Índice de Preços por Atacado), da Fundação Getulio Vargas. O IPA total registrou até maio uma elevação de 15,36% no acumulado dos últimos 12 meses. Já o IPA da indústria de transformação, de 9,08%.

O trabalho da Fiesp mostra, porém, que, dos 20 itens que compõem o IPA, apenas quatro registram uma alta de preços acima da média da indústria. São exatamente os setores mais atingidos diretamente pela alta de preços global. Leia o resto do artigo »

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Sistema de Produção do Açaí

Postado em 1 de Julho de 2008

Publicado em: Embrapa Amazônia Oriental

Por: Jorge Alberto Gazel Yared

Chefe Geral da Embrapa Amazônia Oriental 

O Sistema de Produção do Açaí resulta de criterioso trabalho de revisão de publicações, de conhecimentos e de informações atuais obtidas junto aos atores da produção e do processamento de frutos, bem como sobre o alcance do mercado e comercialização do açaí. 

Neste árduo trabalho tiveram papel importante os representantes de órgãos da esfera governamental, como Banco da Amazônia S.A., Agência de Desenvolvimento da Amazônia, Secretaria Executiva de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente e Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará; de órgãos não-governamentais e da iniciativa privada, como Programa Pobreza e Meio Ambiente na Amazônia, Frutos da Amazônia Ltda., Muaná Alimentos, Pamar Indústria de Palmitos, Açaí Palamaz e Granja Hiura, que, juntamente com os pesquisadores da Embrapa Amazônia Oriental, em seminário realizado em 28 de junho de 2002, discutiram os pontos básicos da cadeia produtiva do açaizeiro e, assim, tomava forma este instrumento de consulta prática, agregando conhecimentos sobre o cultivo do açaizeiro, a comercialização e o processamento dos frutos. 

Os pesquisadores desta Unidade da Embrapa, recentemente organizaram e realizaram o WORKSHOP REGIONAL DO AÇAIZEIRO: Pesquisa, Produção e Comercialização. Este evento contou com a participação de 127 técnicos, representando 51 instituições e empresas públicas e privadas que, no período de 14 a 16 de junho de 2005, discutiram as questões mais relevantes da cadeia produtiva do açaizeiro e atualizaram os dados técnicos que vinham sendo trabalhados na organização deste livro. 

A Embrapa Amazônia Oriental tem a satisfação de disponibilizar à sociedade e, de modo especial, aos produtores e processadores de frutos, pesquisadores, professores, extensionistas e técnicos de instituições de crédito e desenvolvimento regional, esta publicação técnica que será de grande utilidade para impulsionar o desenvolvimento dessa importante cadeia produtiva regional.

Para ler o texto na íntegra clique aqui.

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Polêmicas da Semana: FHC, Candidatura de Suplicy, Ações sociais, Etanol, Papa Bento XVI, Mercosul

Postado em 1 de Julho de 2008

Por Beatriz Diniz

Política

FHC

  • Durante a missa de sétimo dia da morte da ex-primeira dama Ruth Cardoso, FHC chora ao agradecer a população o carinho e apoio que têm dado Clique aqui para ler

Candidatura de Suplicy

  • Após oficialização da candidatura de Marta Suplicy para a prefeitura de São Paulo, o programa de governo erra dados e insere verbas do governo federal na promessa de dobrar as linhas de metrô da capital paulista Clique aqui para ler

Ações sociais

  • O período eleitoral não impedirá o governo federal de prosseguir com as ações destinadas a população de baixa renda, apesar de ser acusado pela oposição de eleitoreiras Clique aqui para ler

Economia

Etanol

  • Lula defende o Etanol em cúpula do Mercosul, porém afirma que se este causar fome ele abre mão do combustível Clique aqui para ler

Papa Bento XVI

  • Visita do Papa Bento XVI pode atrair um maior número de clientes para os bordéis de Sidney, na Austrália. Espera-se uma alta de até 200% de lucro Clique aqui para ler

Mercosul

  • Durante abertura da cúpula do Mercosul, a presença da Quarta Frota norte-americana foi condenada por Chávez, enquanto que Kirchner que adverte quanto a perda da oportunidade existente de integração e desenvolvimento da região Clique aqui para ler

Mais Destaques:

Resumo Diário - 30/06/2008

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Boletim Semanal - n. 14, ano 1 - 24/06/2008 a 01/07/2008

Postado em 1 de Julho de 2008

Destaques da Semana no Blog

1. Economia

FED INTERROMPE CORTE NOS JUROS E MANDA RECADO AOS MERCADOS

AS JUSTIFICATIVAS IMPLAUSÍVEIS DO BC

2. Desenvolvimento

Cresce disputa por royalties após descoberta no pré-sal

Reflexões sobre aspectos estruturais do setor elétrico brasileiro

3. Política

Lula prepara a volta de Palocci

Ipea veta divulgação de projeções

4. Internacional

Cuba Registra vacina contra câncer Gr 250608 de pulmão

Dependência de capital brasileiro e de outros emergentes é risco para EUA Leia o resto do artigo »

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O Brasil não vai escapar da inflação

Postado em 1 de Julho de 2008

Por: Luciana Sergeiro 

Em entrevista concedida a revista Isto É o economista Carlos Lessa faz um alerta ao governo, dizendo que este não está dando a devida importância à crise internacional de petróleo, ainda que o Brasil tenha reservas, a situação mundial pressionará os preços, especialmente das commodities, e o País não pode como ter única resposta o aumento das taxas de juros e a política cambial para controlar a inflação, Lessa diz que medidas como essas são consideradas como suicídio.

Mesmo o Brasil, tendo uma posição favorável devido às descobertas do pré-sal, o País não ficara livre da inflação mundial já que o petróleo é o formador dos custos de todos os alimentos de commodities do mundo. Lessa diz ainda que, a política do petróleo do País ligada ao futuro está apenas justificando as elevações dos juros feitas por Meirelles. Essa elevação dos juros gera a premiação do capital especulativo, e impede que o governo faça política de saúde, educação entre outras.

Favorável aos biocombustíveis apóia Lula na questão do biodiesel e do combustível renovável. O Brasil tem tudo para ser uma grande potência. “Nós temos muita energia hidrelétrica e podemos ampliar muito a oferta. E é a mais renovável de todas. Temos sol quase todo o ano, temos solo e temos água. Então, podemos produzir comida e energia renovável. Temos petróleo no pré-sal e temos urânio. Temos a sexta reserva de urânio do mundo e mais da metade do território nacional ainda não foi pesquisada. Mas não se discute energia neste País, discutem-se juros.”

Publicado em: ISTOÉ

Por: OCTÁVIO COSTA E RUDOLFO LAGO 

Brasil deixou de ser a República de Empreiteiras para ser o Império dos Banqueiros. Ex-presidente do BNDES critica estratégia do governo para enfrentar alta do petróleo, mas elogia biocombustível.

Entrevista com Carlos Lessa

Aos 72 anos, o economista Carlos Lessa desistiu de disputar a Prefeitura do Rio de Janeiro pelo PSB. Por um partido de estrutura ínfima no Estado, seria uma aventura sem maiores conseqüências. Mas a receita que Lessa teria para o Rio é a mesma que tem para o Brasil: é preciso que tanto a cidade como o País recuperem a auto-estima. “O presidente Lula é muito bom nas políticas sociais e tem instinto para o que quer o povo brasileiro, mas não tem nenhuma visão nacional; se ele tivesse, não se deslumbrava tanto com os aplausos que recebe no Exterior”, critica. Duro e irônico, Lessa cobra, inclusive, a atitude da mulher de Lula, Marisa Silva, que requereu cidadania italiana para ela e para os filhos: “Se o Lula soubesse o que é Estado nacional, teria dado uma bronca na mulher.” Crítico ferrenho da política econômica - motivo, inclusive, da sua saída da presidência do BNDES em novembro de 2004 -, Lessa alerta que o governo não está dando a devida importância à crise internacional de petróleo. Ainda que o Brasil tenha reservas, a situação mundial pressionará os preços, especialmente das commodities, e o País não pode ter como única resposta o aumento das taxas de juros e a política cambial, determinados pelo Banco Central. “Querer controlar a inflação com câmbio é suicídio nacional”, dispara. Lessa afirma que “é preciso acabar com a ‘paulistocentria’ na política brasileira”. Sua chapa ideal seria formada pelo governador tucano Aécio Neves e o deputado Ciro Gomes, do PSB. Na segunda-feira 23, Lessa deu a seguinte entrevista à ISTOÉ:

ISTOÉ - A crise do petróleo que abala a economia mundial veio para ficar?

Carlos Lessa - Veio para ficar, por uma razão muito simples: há 25 anos, as reservas conhecidas e estimadas de petróleo vêm crescendo menos do que o consumo. Grande parte do crescimento das reservas se dá por reavaliação dos campos já conhecidos. Não há descobertas relevantes de novos grandes campos.

ISTOÉ - A escassez tende a se agravar?

Lessa - Sem dúvida. E a escassez empurraria inexoravelmente o preço do petróleo para cima. Eu não entendo por que o governo brasileiro não assume isso como um dado estratégico. Isso modifica todo o futuro. Talvez seja o dado mais importante à meditação do planejamento do País.

ISTOÉ - O governo alega que, graças às reservas de pré-sal, o Brasil está em situação mais confortável.

Lessa - Não é esse o problema. Em primeiro lugar, é inexorável uma inflação mundial. E o Brasil não vai escapar a ela. Por quê? O petróleo é o formador de custos de todos os alimentos e de todas as commodities no mundo. Tudo que é produzido tem um componente pesado de transportes, principalmente as commodities e as matérias- primas. Então, todos os preços mundiais não vão parar de subir.

ISTOÉ - Nesse quadro, não importa se você é auto-suficiente ou não?

Lessa - Só se você tiver uma política em relação ao seu próprio petróleo, diferenciando o preço para dentro do preço para fora. Aliás, é o que eu recomendaria ao Brasil. Não se trata de subsidiar. Deveria se vender pelo preço internacional para o mundo, mas, internamente, o combustível seria vendido com certa margem de ganho, porém pequena. Em vez de a crise inspirar uma política de petróleo para o País, ligada ao futuro, está inspirando outra coisa. Leia o resto do artigo »

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“Crise mundial dos alimentos representa uma grande oportunidade para o Brasil”

Postado em 30 de Junho de 2008

Por Katia Alves

Segundo Cassel a crise, ao mesmo tempo que apresenta problemas sérios, representa uma oportunidade rara para o Brasil. “O Brasil é hoje um dos grandes exportadores de alimentos do mundo e é o país que pode ampliar ainda mais a sua produção, seja por um pequeno aumento de área e, especialmente, por um aumento de produtividade”

O debate sobre a necessidade de um novo padrão de desenvolvimento rural ocorre em um contexto de crise mundial do preço dos alimentos. Para o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, essa crise representa uma rara oportunidade para o país. A agricultura familiar e os assentamentos de reforma agrária podem ajudar o Brasil a dar um salto na produção de alimentos com qualidade, garantindo soberania e segurança alimentar à população.

Por Marco Aurélio Weissheimer

Publicado originalmente na Carta Maior

A atual crise mundial do preço dos alimentos recoloca de uma maneira muito clara o papel da agricultura familiar e dos assentamentos de reforma agrária para garantir soberania e segurança alimentar para a população. A avaliação é do ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, que, em entrevista à Carta Maior, trata dos objetivos e da importância da 1ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário.

Para Cassel, essa crise, ao mesmo tempo que apresenta problemas sérios, representa uma oportunidade rara para o Brasil. “O Brasil é hoje um dos grandes exportadores de alimentos do mundo e é o país que pode ampliar ainda mais a sua produção, seja por um pequeno aumento de área e, especialmente, por um aumento de produtividade”, defende. Na avaliação do ministro, o setor patronal da agricultura brasileira já se encontra numa fronteira de produtividade e é muito difícil ampliá-la. “Quem pode auxiliar o Brasil neste momento, combater a inflação e produzir mais alimentos de qualidade são os agricultores familiares e os assentados de reforma agrária”. Na entrevista, Cassel também fala das políticas de segunda geração do governo Lula para aumentar a produção de alimentos no país e aborda a polêmica em torno dos biocombustíveis.

Carta Maior: Quais os objetivos e a importância desta Iª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário?

Guilherme Cassel: Em primeiro lugar, é importante destacar que a conferência acontece em um momento histórico muito singular. A humanidade vive hoje uma crise do preço dos alimentos como nunca se viu antes. Isso recoloca de uma maneira mais clara o papel da agricultura familiar e dos assentamentos de reforma agrária para garantir aos nossos povos soberania e segurança alimentar. Quem produz alimentos neste país são os agricultores familiares e os assentados da reforma agrária. São eles que produzem o arroz, o feijão, o leite, as aves, aquilo que a gente consome no dia-a-dia. Portanto, essa crise, que é uma crise mundial, coloca para o nosso país a necessidade de ter uma política de segurança alimentar e também de exportação de alimentos.

CM: Na sua avaliação, considerando esse contexto de crise mundial, qual é a situação da agricultura brasileira hoje?

GC: Se é verdade que essa é uma crise mundial, que pressiona a inflação, que recolocou o tema dos preços dos produtos agrícolas em um outro patamar, se é verdade que ela coloca dificuldades para todos os países, inclusive o Brasil, na medida que vamos enfrentar daqui para frente problemas de oscilação de preços e pressões inflacionárias, também é verdade que é uma oportunidade rara para o país. Leia o resto do artigo »

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