Blog do Desemprego Zero

Arquivado em 'Crônicas':


Nossa Senhora destrancadora de teses…

Postado em 9 de Junho de 2008

Você sente que existe uma força misteriosa que tira seu ânimo? Faz seu orientador adoecer ou sumir do mapa inexplicavelmente? Seu computador quebra ou é roubado com todos os seus dados e análises? Lamento ser o portador dessa má notícia, mas… VOCÊ TEM UM EXU TRANCA TESE NA SUA VIDA!!! Esta é a corrente da Nossa Senhora Destrancadora de Teses. Você deve evocar esta novena toda vez que for vítima de alguma das artimanhas do ‘Exu Tranca Tese’ ou se quiser apenas proteção contra essa entidade!!! Então, toda vez que sentir necessidade, faça a seguinte oração:

‘Nossa Sra. Destrancadora das Teses, em ti confiamos para a proteção contra o Exu Tranca Tese, nos proteja de: Queimação de pen drive; bibliografia em alemão; visita fora de hora; linha no word que não sobe com ‘del’; fotocopiadora quebrada. Dá-me: encontros com o orientador no corredor da Universidade e livro emprestado com data de devolução pra 2050.

Ah, senhora, livra-me também das perguntas indiscretas, das dúvidas fora de hora, e das certezas idem. Ajuda-me a lembrar dos nomes dos autores e da pronúncia deles, assim como do modo como se faz notação de revistas. Nossa Senhora, livre-me de pensamentos acerca de minha tese durante meu sono. Leia o resto do artigo »

Postado em Assuntos, Crônicas | Sem Comentários »

Livros *** Download Grátis ***

Postado em 9 de Junho de 2008

Para fazer o download basta clicar em baixar. A lista foi elaborada pelo jornalista Alessandro Martins. O ranking das obras que integram o acervo é baseado no número de downloads que obtiveram. Alguns livros contém mais de uma edição com traduções diferentes. Incluindo clássicos da literatura sistematicamente incluídos nas listas de leitura obrigatória dos principais exames vestibulares do país.

O Projeto Gutenberg

World Book Fair: http://worldebookfair.com/

Clique aqui para ver um outro texto onde fiz uma seleção de destaques da feira.

Atenção: se você chegou neste texto depois da data final da feira (a previsão é que aconteça anualmente), veja esses outros sites que disponibilizam ótimos livros em português para download gratuito:

  1. Virtual Books Online
  2. Domínio Público
  3. Acervo Digital - Fundação Biblioteca Nacional
  4. Coletivo Sabotagem (Livros, vídeos e textos gratuitos)

A Carta do Descobrimento, de Pero Vaz de Caminha (50K)
Adolfo Caminha - Tentação (280K)
Albert Einstein - Sobre a liberdade (28K)
Alexandre Herculano - A harpa do crente (176K)
Aluízio Azevedo - Casa de Pensão (243K)
Aluízio de Azevedo - Livro de uma sogra (132K)
Álvares de Azevedo - A noite na taverna (141K)
Aristóteles - Arte poética (130K)

Leia o resto do artigo »

Postado em Crônicas | Sem Comentários »

Catálogo de biografias

Postado em 9 de Junho de 2008

Veja abaixo o catálogo de biografia disponíveis ao visitante do E-Biografias:
Abraham Lincoln
Adam Halle
Adam Smith
Adélia Prado
Ademar Barros
Ademar Silva
Adolf Hitler
Adolfo Caminha
Adolfo Lutz
Adonias Filho
Adoniran Barbosa
Afonso Arinos
Afonso Ligório
Afonso Pena
Afrânio Coutinho
Agatha Christie
Albert Einstein

Leia o resto do artigo »

Postado em Crônicas | 2 Comentários »

DICAS SOBRE QUASE TUDO

Postado em 8 de Junho de 2008

BASTA CLICAR EM CIMA DO TEMA DESEJADO

Retire os odores desagradáveis da geladeira
Previna as pragas e doenças de jardins internos
Pão deliciosamente crocante

Leia o resto do artigo »

Postado em Crônicas | 1 Comentário »

Sobre tempo e jabuticabas

Postado em 15 de Maio de 2008

A crônica abaixo, de autoria desconhecida, nos incita a pensar sobre a maneira como vivemos, sobre as coisas às quais dedicamos nosso tempo.

A vida é efêmera e o tempo escasso e fugidio. Não podemos mais despendê-lo em nada menos do que o essencial das coisas, das situações, dos sentimentos.

Sendo as jabuticabas os anos da nossa vida, percebemos que muitas já foram consumidas e nem sempre sentimos o seu gosto, pois comíamos rápido demais, uma após outra. Agora que as jabuticabas que restam na bacia não são tantas como foram outrora queremos mais do que consumi-las, queremos, e devemos, degustá-las ao máximo…

* Por Elizabeth Cardoso, editora e coordenadora de conteúdo

Autoria desconhecida (até o momento)

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora.

Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.

Não tolero gabolices.

Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte. Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.

Não quero que me convidem para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio.

Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos.

Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturas.

Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de “confrontação” onde “tiramos fatos a limpo”.

Leia o resto do artigo »

Postado em Crônicas | Sem Comentários »

O monarca de toga

Postado em 9 de Maio de 2008

Crítica de Carlos Lopes, do Jornal A Hora do Povo, à entrevista concedida pelo Ministro do Tribunal Superior Eleitoral, Ayres de Britto, ao Jornal Folha de São Paulo. Lopes aponta as intenções reacionárias das citações do ministro e condena sua postura diante de temas que não pertencem à alçada jurídica…

* Por Elizabeth Cardoso, editora e coordenadora de conteúdo

Publicado originalmente no Jornal Hora do Povo

Por Carlos Lopes*

O ministro Ayres de Britto forneceu ao público mais alguns exemplos de sua afamada escola jurídica, segundo a qual “o Judiciário não governa, mas ele governa quem governa”, agora revista e ampliada para “o Judiciário não governa nem legisla, mas o Ayres de Britto quer governar o governo e legislar o Legislativo”. Pode não haver nisso muita lógica nem fazer muito sentido, se é que faz algum, mas é esse o conteúdo de sua entrevista à “Folha de S. Paulo”, na véspera de assumir a presidência do Tribunal Superior Eleitoral.

Diz o ministro que é contra a reeleição do presidente porque “a república é uma forma de governo contraposta da monarquia”. Não pense o leitor que o Conselheiro Acácio ressuscitou e emigrou para o Brasil. Não. Tem mais: “enquanto a monarquia é hereditária, a república é eletiva”. Essa nem o Pedro Bó é capaz de discordar. O interessante é a conclusão que o douto ministro extrai dessas duas obviedades: “… se você possibilita a renovação de mandatos, você golpeia a república nesse seu elemento da renovação dos quadros dirigentes. Quanto mais você prorroga um mandato, mais se aproxima da monarquia e se distancia da república”.

Que nos perdoe o ilustre ministro, mas a isso chama-se, em uma palavra, charlatanice. Desde quando uma reeleição é uma “prorrogação” de mandato? E desde quando o que afasta a república da monarquia é a proibição da reeleição, se na monarquia nem eleição existe para chefe de Estado?

O princípio básico da república é que o povo deve escolher o chefe de Estado. Porém, segundo o ministro Ayres de Britto, impedir o povo de escolher quem ele quiser - inclusive reeleger quem ele acha que merece - é o que caracteriza a república, e não a monarquia. Evidentemente, do ponto de vista do conteúdo político - a restrição à vontade popular -, que é o que importa, a proibição à reeleição está mais próxima da monarquia do que a liberdade republicana do eleitor eleger e reeleger quem ele quiser. No entanto, nesse samba do jurista doido, há ainda o emprego caviloso da palavra “renovação” - ele é contra a “renovação de mandatos” porque é a favor da “renovação dos quadros dirigentes”. Como o personagem de “O Leopardo”, o ministro parece ser a favor de que tudo mude para que tudo continue a mesma coisa. Pois a renovação da cara do presidente não tem relação necessária com a renovação do país. Aliás, freqüentemente substitui-se um presidente por outro para que não haja renovação alguma.

Por outro lado, uma reeleição muitas vezes é a garantia de que a renovação prosseguirá - como foram, por exemplo, as três reeleições de Franklin Delano Roosevelt. O que veio nos EUA depois que a direita impôs a limitação da reeleição a um mandato é suficiente para que não haja muita dúvida a esse respeito. Porém, há exemplo mais próximo - basta imaginar o que aconteceria se Lula não pudesse ser reeleito em 2006.

Leia o resto do artigo »

Postado em Crônicas, O que deu na Imprensa, Política Brasileira | Sem Comentários »

Mayer Amschel d Rothschild

Postado em 9 de Maio de 2008

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Ir para: navegação, pesquisa

Mayer Amschel Rothschild (1744-1812)

Mayer Amschel Rothschild (Francoforte do Meno, 23 de fevereiro de 1744 - Francoforte do Meno, 19 de setembro de 1812) foi um banqueiro alemão de origem judaica, fundador do império bancário da Família Rothschild, que ficaria conhecida como uma das mais bem-sucedidas dinastias capitalistas da história. Em 2005, ele foi classificado em 7o lugar na lista organizada pela revista Forbes dos Vinte Mais Influentes Homens de Negócios de Todos os Tempos. A revista referiu-se a ele como um “pai fundador das finanças internacionais”. Leia o resto do artigo »

Postado em Crônicas, Internacional | 2 Comentários »

Sobre dengue, mídia e autoridades públicas

Postado em 20 de Abril de 2008

Uma verdadeira batata quente que ninguém quer segurar e passa para o próximo. Assim tem sido o problema da epidemia de dengue no Rio. A mídia reforça o seu discurso contra os órgãos de saúde pública, criando e alimentando na população o sentimento de ineficiência desses órgãos, o que acaba por alarmar as pessoas, desestimulando-as a procurar ajuda médica adequada. Os governos, por sua vez, alfinetam-se de mais e cooperam de menos, colocando picuinhas políticas a frente do bem-estar social. Os agentes menores desse processo, os cidadãos, tornam-se os responsáveis por tudo, acabam ficando com a batata na mão que receberam do governo e da mídia…

Leia abaixo a análise do jornalista e historiador Rafael Fortes sobre este assunto…

*Por Elizabeth Cardoso

Publicado originalmente no Correio da Cidadania

Por Rafael Fortes*

Em 11/4, a assessoria de imprensa do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro enviou à imprensa sugestão de pauta sobre a inauguração de uma “tenda de hidratação” para vítimas da dengue, a ser realizada em 14/4, com presença do secretário de estado de Saúde e do secretário de Atenção à Saúde (órgão do Ministério da Saúde). A “notícia” me foi encaminhada por um amigo jornalista, que perguntava: “para que a inauguração? Se os secretários são médicos, não seria melhor irem trabalhar atendendo os pacientes? Isto é festa? Haverá bolo, guaraná, balões de gás e fita para cortar?”. Esse ato é um desrespeito às mães que perderam os filhos. Só falta inaugurarem um cemitério especial para os mortos pela dengue, com fogos de artifício e inclusão da obra no PAC.

O despreparo e/ou má-fé das autoridades se revela também em algumas providências para “combater” o problema: a) iniciativa surreal de trazer médicos de fora do estado do Rio de Janeiro; b) recomendação para as crianças usarem calça, meia e sapato fechado (saúde é obrigação de Estado, se o uso de certas vestimentas é apontado como política de saúde pública, cabe ao Estado viabilizar imediatamente a distribuição para todas as crianças dos itens necessários); c) estímulo ao uso de repelentes (há pesquisas sobre possíveis efeitos da aplicação intensiva e prolongada de veneno sobre a pele de crianças e adultos?); d) a recente e inacreditável “parceria” entre governo do estado e empresas de dedetização; e) contratação de médicos, empresas e cooperativas em regime de urgência, o que dispensa licitação e é sujeita a ingerências pessoais, políticas e comerciais.

É nítido, mas paradoxalmente pouco se discute, que a situação é fruto, sobretudo, do baixo investimento em saúde e da privatização aberta ou velada (cooperativas, fundações, terceirizações etc.), como apontou matéria recente deste Correio.

Em debate no Programa Faixa Livre, o presidente do Sindicado dos Médicos do Rio de Janeiro, Jorge Darze, afirmou que o alto número de óbitos se deve à falta de atendimento, pois o poder público só se mexeu quando a sociedade organizada cobrou e protestou. Disse ainda que os governos federal e estadual se omitiram e demoraram a agir por oportunismo eleitoral, visando deixar à prefeitura o ônus político da epidemia. Caso o leitor não saiba, os governos federal (PT) e estadual (PMDB) são aliados, e a prefeitura (PFL, atual DEM), adversária de ambos. Leia o resto do artigo »

Postado em Comentários sobre a Imprensa Brasileira, Conjuntura, Crônicas, O que deu na Imprensa | Sem Comentários »

Sobre farsa e um pênis escondido

Postado em 11 de Abril de 2008

Nesta crônica, o blogueiro critica a hipocrisia da grande mídia e de seus métodos golpistas para alcançar o poder…

*Postado por Elizabeth Cardoso

Publicado originalmente no Blog AbundaCanalha

Por Jurandir Paulo

A tradição golpista brasileira tem bons exemplos de engodos praticados com a cumplicidade da mídia. Dois momentos são exemplares: o Plano Cohen, arquitetado por militares integralistas, que serviu como motivo para a instauração da ditadura do Estado Novo e a Carta Brandi, enganação de Carlos Lacerda para interferir nas eleições de 1955. Nos dois casos existiram pinceladas de tragédia. O primeiro levou a forte repressão aos comunistas, que pagaram um alto preço pela mentira a eles imputada. O segundo, mesmo que tenham descoberto a fraude meses depois, ajudou a aglutinar militares golpistas, que passaram a atuar organizadamente e no sonho do poder, concretizado finalmente no golpe em 1964.

Se antes a tragédia, agora a farsa. Basta um par de neurônios para perceber o circo armado pelos herdeiros dos velhos golpistas com a conivência da mídia. O objetivo está claro: interferir nas próximas eleições. O alvo do momento é a ministra Dilma Rousseff, nome que desponta com força para 2010. A acusação sobre um possível dossiê é totalmente farisaica. O método da mídia, um embuste, tenta até esconder a confissão de um senador das hostes golpistas.

A fraude é hipócrita. Dossiês e informações sobre possíveis gastos da presidência há muito circulam, sendo citados por parlamentares e notas em jornais. Não podemos esquecer que pouco antes do início desta mais recente campanha, a mesma mídia registrava a tentativa de acordo entre governo e oposição para evitar a baixaria com a divulgação dos gastos deste governo e do de FHC. Em 19/3/2008, o jornal Estado de S.Paulo publicou que o presidente Lula vetara o uso de informações conhecidas, como a de um pênis de borracha nos gastos do ex-presidente. Isto foi esquecido e perfeitamente escondido pela mídia golpista. Talvez com o temor que as forças aliadas ao governo usassem tal apetrecho com assemelhado simbolismo ao da tal “tapioca”. Uma compra de R$ 8 que virou exemplo no PIG de abuso de dinheiro público, ao ponto de senadores da república distribuírem sorvete de tapioca em sessão plenária, para posar para as filmagens e as fotos.

Como tudo virou uma grande farsa, eu agora discordo de Lula. Não vamos esquecer do pênis de borracha de FHC. Queremos saber detalhes. Custos, quantidade, dimensões, usos e abusos. E quero ver didlos sendo distribuídos no Senado, farão sucesso. Estou enfurecido, dane-se a república.

Postado em Comentários sobre a Imprensa Brasileira, Conjuntura, Crônicas, O que deu na Imprensa, Política Brasileira | 3 Comentários »

O jornalismo aloprado

Postado em 10 de Abril de 2008

Lula Miranda critica, em ácida crônica, os “alopramentos” do jornalismo brasileiro que enfatizam escândalos de ocasião, como o badalado “dossiê”, e sem relevância nacional em detrimento de debates sérios e sólidos…

*Postado por Elizabeth Cardoso

Publicado originalmente na Agência Carta Maior

A divulgação açodada e estrepitosa de suposto “dossiê” sobre gastos sigilosos do governo Fernando Henrique Cardoso expõe a grande imprensa, mais uma vez, ao descrédito e ao ridículo.

Por Lula Miranda*

“Aloprados” e sabujos nunca faltaram no jornalismo brasileiro, cumprindo a função de assumir a responsabilidade por iniciativas infames com as quais os seus patrões, ou mesmo seus superiores imediatos, não desejam sujar suas sujas mãos. O exemplo mais recente desse tipo de jornalismo, uma vez que são variados/diversos os exemplos e estes se acentuaram, curiosamente, a partir do ano de 2003, início da gestão Lula, é a repercussão do episódio do suposto “dossiê” sobre os gastos miúdos do governo FHC. A tapioca do ministro já não rendia um beiju ou cuscuz, quero dizer, uma notícia.

Decerto que o alopramento da nossa imprensa já fez coisas piores que dar repercussão, com o devido estardalhaço e forçada gravidade, a um papelucho de 13 páginas contendo registros de gastos miúdos de um ex-presidente da República e batizado de “dossiê”. Nesse alentado “dossiê” constam coisas como o custo de codornas desossadas que abastecem a cozinha do planalto, de lixas de unha, passagens aéreas internacionais, de garrafas de champanhe etc. Teve até gente que se apressou (e se alegrou) em divulgar, numa outra ocasião, a aquisição de um pênis de borracha, como se esse artefato pudesse ter sido utilizado para fins outros que não aulas sobre reprodução humana ou ensinamentos correlatos. É enfim de uma baixaria atroz, indigna do grande país que pretende ser o Brasil e de suas respeitáveis instituições.

Assim como o presidente Lula e a primeira-dama Marisa Letícia merecem todo o respeito dos cidadãos desse país (o que deveria incluir aí também os jornalistas), Fernando Henrique, apesar de seu governo sabidamente deletério ao país, e Ruth Cardoso merecem igual respeito, sigilo e privacidade em seus pretéritos (ou atuais) gastos com miudezas no exercício do poder. A quem interessa, a essa altura do campeonato, inverter e apequenar a pauta do país? Ao governo Lula? A grande imprensa, ao que parece, se apraz e se regozija com essa infame e indesejável inversão - não só da pauta como de valores. Leia o resto do artigo »

Postado em Comentários sobre a Imprensa Brasileira, Crônicas, O que deu na Imprensa, Política Brasileira | Sem Comentários »

A GUERRA

Postado em 7 de Abril de 2008

Por Maria de Fátima de Oliveira*

Contam que certa vez, depois da Segunda Guerra, uma senhora italiana caminhava com o filho pelas ruas de sua cidade. Passando em frente a um montão de ruínas, o garoto perguntou: “Mãe, quem foi que causou tanta destruição em nossa terra?” A mulher replicou: “Foi a guerra, meu filho.” “O que é a guerra?” inquiriu o menino. E a resposta: “Meu amor, toda vez que você briga com sua irmãzinha, que é menor e mais frágil, e toma os brinquedos que pertencem a ela, embora tenha os seus, isto é a guerra!”

O garoto ficou pensativo, contemplando as ruínas com um olhar espantado. Depois exclamou, com voz decidida: “Mamãe, é verdade que, toda vez que eu bato em Laurinha, ela chora e fica triste. Será que estou sendo tão mau assim? Eu não quero destruir minha irmã. E prometo que, de hoje em diante, nunca mais vou bater nela para tomar seus brinquedos”.

Essa historieta dá o que pensar.

Quando a gente se debruça sobre a história da humanidade, percebe que a guerra é uma constante ao longo de seu percurso. Ao menos desde a invenção da escrita, quando o homem começou a registrar seus feitos em símbolos gráficos, as lutas entre grupos e tribos acompanham a epopéia humana. Em geral, tais embates são motivados pela cobiça e a prepotência. E ficamos a nos perguntar por que o ser humano, capaz de tantas conquistas artísticas, culturais e tecnológicas, ainda não encontrou um meio de eliminar a guerra da face do planeta. Pelo contrário: esmera-se em torná-la mais sofisticada e mortífera, destruindo vidas e criando barreiras entre nações e culturas.

Na verdade, o ser humano sofre de um desequilíbrio estrutural, do qual raramente tem consciência. Esse desequilíbrio, que as religiões denominam “pecado” e outras teorias consideram um resquício da ancestralidade animal da espécie, está na raiz de todas as nossas contradições. Temos uma tendência de absolutizar o relativo, transformando-o numa finalidade em si mesmo e lutando com todas as forças para defendê-lo.

Por exemplo: a natureza equipou os homens e as mulheres com tendências inatas, próprias ao crescimento e manutenção da vida. Seres corpóreos que somos, todos necessitamos de um mínimo de bens materiais, que nos assegurem alimentação, abrigo e bem-estar suficientes ao nosso desenvolvimento pessoal e grupal. Mas a grande maioria das pessoas sente a necessidade de acumular o máximo de bens, não só para evitar o perigo de que eles venham a faltar, mas também para impor-se aos demais como alguém rico, poderoso e importante. Alguns transformam isso no objetivo último de suas vidas, não hesitando em passar por cima dos outros e de seus direitos e até usando da força bruta com esse fim. Muitas guerras - talvez a maioria delas - têm sido travadas com tal objetivo, obrigando povos mais fracos a viver como escravos. Leia o resto do artigo »

Postado em Crônicas, Maria de Fátima | Sem Comentários »

QUEM SOMOS?

Postado em 4 de Abril de 2008

Por Maria de Fátima de Oliveira*

Narra uma lenda babilônica que, no início dos tempos, certa vez os deuses se desentenderam. No embate, um deles feriu o colega, e o sangue proveniente do corte caiu na terra. Misturando-se ao barro, fez surgir dele um ser novo, derivado de dois elementos aparentemente díspares, mas que se combinaram num animal inteligente chamado ser humano.

A parábola bíblica da criação segue um caminho similar. Segundo o Capítulo 2 do Gênesis, “Deus formou o homem com a argila do solo, insuflou em suas narinas um sopro de vida, e o homem se tornou um ser vivente”.

Singular mistura! Barro da terra e sangue de deuses! Argila do solo e sopro divino! Aí está, representado em símbolos expressivos, o mistério do ser humano, essa personagem multiforme e única, misto de força e fraqueza, coragem e covardia, ternura e crueldade. Partilhando com os outros animais uma vida instintiva, com necessidades básicas de alimento, abrigo e reprodução, paira acima deles por uma faculdade insólita, que lhe é peculiar: a inteligência, capacidade de ler no interior das coisas e de si mesmo, de perceber novos caminhos quando confrontado a um impasse, de superar as próprias limitações e seguir adiante, vencendo obstáculos que, à primeira vista, lhe pareciam insuperáveis.

Nasce frágil e desamparado, incapaz de firmar-se sobre os pés como a grande maioria dos animais, necessitando ser trazido ao seio materno para receber alimento. Leva em geral de dez a doze meses para dar os primeiros passos, e necessita de afeto e carinho como de pão para crescer e fortalecer-se. Paulatinamente, porém, os olhos vão se abrindo, a inteligência começa a interpretar o grande livro do universo e a descobrir seus segredos.

Ao longo de uma lenta e fabulosa evolução, essa personalidade singular descobriu o fogo, inventou a roda, aprendeu a cultivar a terra, construiu cidades e fortalezas, criou civilizações e as destruiu, na ânsia de crescer, abrir novos caminhos e ampliar horizontes. E depois de desvendar os segredos da eletricidade, sua corrida tornou-se vertiginosa. Inventou novos meios e técnicas de transporte, pôs em ação o sonho de voar que o perseguia desde tempos remotos e criou sistemas de comunicação que transformaram o planeta numa aldeia global.

Entretanto, o ser humano carrega em si uma contradição. Sua história, desde os inícios, é marcada por guerras e disputas, geralmente motivadas pela cobiça e a prepotência. Muitas vezes, numa só batalha, são destruídos cidades e monumentos que levaram anos para ser construídos, custando esforço, suor e perda de vidas. Os detentores da força passam a considerar-se donos dos outros muitas vezes, impondo-lhes modos de ser e comportar-se inteiramente alheios a sua situação, idéias e sentimentos. Poderosos amealham fortunas à custa da exploração dos mais fracos, criando ideologias para justificar sua conduta. E a indústria de armamentos prospera, exigindo a criação de conflitos para levar nações e povos a se armar até os dentes, vendendo seus arsenais. Leia o resto do artigo »

Postado em Crônicas, Maria de Fátima | Sem Comentários »