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Angra 2 registra maior nível de produção de energia desde 2001

Postado em 18 dAmerica/Sao_Paulo fevereiro dAmerica/Sao_Paulo 2009

Fonte: Gazeta Mercantil 

Por Roberta Scrivano

 A usina nuclear Angra 2, instalada em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, registrou em 2008 a segunda maior geração de energia elétrica da história, só perdendo para 2001, ano em que a central entrou em operação. Foram gerados no ano passado 10.488.289 megawatts-hora (MWh), enquanto em 2001 a geração atingiu 10.498.432 MWh.

A produção de energia de Angra 2 ficou bem próxima do volume recorde mesmo após ter ficado parada por 35 dias, para a reposição de combustível, uma operação considerada normal para este tipo de usina (em 2001, porém, não houve paralisação).

O montante de eletricidade produzido pela central nuclear no ano passado é suficiente para abastecer Brasília e Belo Horizonte durante um ano. “O desempenho de Angra 2 representa uma garantia de disponibilidade e confiabilidade no fornecimento de energia elétrica ao sistema interligado nacional (SIN)”, disse, por meio de comunicado, Antônio Carlos Mazzaro, superintendente de central Angra 2. “O aumento da produção deve-se à experiência operacional adquirida, à troca de experiência com a indústria mundial, às modificações de projeto realizadas ao longo dos anos, aos investimentos feitos em equipamentos e treinamento de pessoal e ao comprometimento de seu corpo técnico”, acrescentou. Leia o resto do artigo »

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Análise Crítica do artigo “A questão energética” de Fábio Giambiagi

Postado em 21 dAmerica/Sao_Paulo outubro dAmerica/Sao_Paulo 2008

Roberto Pereira d’Araujo

O artigo do economista Fábio Gambiagi sobre a questão energética é bastante primário. Como não é da área, comete os mesmos erros da imprensa quando, nas crises, o setor passa a ser notícia. Sob essa limitada visão, basta dar uma olhada no nível dos reservatórios, outra nas nuvens e se tem um diagnóstico sobre a situação. Na realidade, a questão é bem mais complexa, pois poderíamos ter situações preocupantes mesmo com reservatórios cheios. Basta que o operador veja atrasos de obras e/ou crescimento de mercado para que o sistema fique estressado.

 

Hoje, a situação é semelhante a que ocorria em 1998. O sinal significativo não é o nível dos reservatórios, mas sim o custo marginal médio, que independe da hidrologia do momento. Segundo o ONS, hoje esse custo é aproximadamente o dobro do custo marginal de expansão. Ou seja, o sistema pede novas usinas. Isso não quer dizer que vá ocorrer racionamento, mas quer dizer que não existe a quantidade de energia segura para todos, pois a chamada “carga crítica” é calculada de tal modo que o custo marginal de operação médio fique no entorno do de expansão. Se hoje é o dobro é porque a carga é maior do que a crítica. Simples!

 

Quanto a questão política, apesar do atual modelo ter corrigido as maiores barbeiragens, o modelo ainda é Leia o resto do artigo »

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Hayek, Keynes e Baumol

Postado em 21 dAmerica/Sao_Paulo outubro dAmerica/Sao_Paulo 2008

Roberto d’Araújo 

Seja qual for seu desfecho, pelo menos a crise financeira parece ter recolocado em pauta a questão da intervenção do estado na economia. Afinal, parece ter ficado claro, pelo menos para alguns, que o “mercado”, quanto mais desregulado e livre, mais traiçoeiro. Com tanta desigualdade de oportunidades no mundo atual, a socialização do prejuízo chega a ser desumana. Ela vai atingir o Brasil, e o governo adotará, aos poucos, a mesma política de salvamento dos países desenvolvidos. A grande diferença é que, aqui temos diversas emergências muito mais graves do que ibovespas negativos. Apesar de soarem o alarme diariamente, são incapazes de despertar a mobilização de recursos públicos que agora se percebe. Insegurança pública, corrupção, desordem urbana, desemprego, cadeias e hospitais lotados, educação mais do que precária são apenas alguns sintomas da permanente política de omissão.

Mesmo sob esse cenário profundamente injusto, alguns ainda irão argumentar que não foi bem um defeito do mercado. No Brasil, esse fundamentalismo é tão forte que, a ação direta do estado, uma atividade que pode ser tão capitalista quanto se queira, é reiteradamente confundida com “socialismo”. Esse é um cacoete presente na nossa mídia e, infelizmente, domina algumas mentes de líderes empresariais. No que tange ao setor elétrico, fica quase impossível tratar de questões técnicas sem ser tachado de “ideológico”.

Aconteceu em 2006, mas ilustra bem essa distorção. Durante certo tempo fui colunista do portal Canal Energia[1], um espaço onde o setor elétrico discute seus problemas. Ali, o Instituto Acende Brasil[2] é um poderoso formador de opiniões. Afinal, representa pesos pesados, tais como AES, CPFL, Duke Energy, EDF, Endesa, Iberdrola, Suez/Tractebel, MPX, Grupo Rede entre outros. Leia o resto do artigo »

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NÃO PERCA: GESEL-UFRJ: seminário “Um pré-sal desprezado no setor elétrico”

Postado em 2 dAmerica/Sao_Paulo outubro dAmerica/Sao_Paulo 2008

Acontece no próximo dia 9 de outubro, quinta-feira, às 14hs, o seminário “Um pré-sal desprezado no setor elétrico”, ministrado por Roberto Pereira d’Araujo (clique para ler seus artigos) . No evento será feita uma análise crítica do modelo do setor elétrico que, apesar de ter corrigido muitas falhas do anterior, ainda apresenta muitas inconsistências. Segundo d’Araujo, “um exame do singular modo de produção da energia elétrica no sistema brasileiro torna evidente que a decisão de se adotar certificados de energia é subjetiva, instável e arriscada. A complexidade da adaptação para um mercado competitivo por energia acabou por ocultar rendas próprias do setor que não são publicamente apropriadas”. Com uma analogia à renda do pré-sal, o autor estranha o fato de que possíveis receitas similares sejam “desprezadas” no setor elétrico brasileiro. (GESEL-IE-UFRJ - 01.10.2008)

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Por que as tarifas de energia foram aos céus? Proposta para que o Setor de eletricidade volte a ser público. PARTE 2

Postado em 20 dAmerica/Sao_Paulo setembro dAmerica/Sao_Paulo 2008

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Por que as tarifas de energia foram aos céus? Proposta para que o Setor de eletricidade volte a ser público. PARTE 1

Postado em 18 dAmerica/Sao_Paulo setembro dAmerica/Sao_Paulo 2008

Por Um Sistema Publico Para O Sistema Eletrico Brasileiro

From: gustavoag.santos, 1 hour ago

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Rumos da Crise Energética Brasileira: saída emergencial e encaminhamento de longo prazo

Postado em 28 dAmerica/Sao_Paulo maio dAmerica/Sao_Paulo 2008

Estudo elucidativo sobre as alternativas e possibilidades de atuação das políticas de reforma do setor energético no Brasil. A autora apresenta ao longo do texto os caminhos para enfrentar a crise energética e o problema de subinvestimento do setor.

Segundo a autora, a atual crise de abastecimento energético no Brasil exige uma resposta em duas frentes, uma emergencial e outra de longo prazo. Isso porque, argumenta a autora, a demanda por energia no Brasil tem crescido mais aceleradamente que o produto, comportamento esse que deve se manter no futuro previsível.

A crise de abastecimento do setor energético detém vínculos com a própria crise de desenvolvimento do país, pois ambas têm suas origens e trajetórias enlaçadas, como afirma a autora. Por isso, os caminhos que apontam a saída da crise energética também se vinculam à saída do problema nacional de desenvolvimento…

* Por Elizabeth Cardoso

Rumos da Crise Energética Brasileira: saída emergencial e encaminhamento de longo prazo

(Seminário de Pesquisa do IE/UFRJ - 20/09/2001)

Por Carmen Alveal (IE/UFRJ)

1. Introdução

A crise atual de suprimento elétrico tem suas raízes no subinvestimento que se arrasta desde o final dos anos 80, momento que findou uma década de dificuldades para o Brasil definir um rumo sustentado de desenvolvimento e de reinserção na economia mundial. Simplificadamente, o cerne de ambas as questões reside na existência de um problema comum: escassez e racionamento de recursos de financiamento para sustentar o investimento na expansão elétrica e na expansão do país.

Foi ao longo dos anos 90, no marco das “reformas estruturais do Estado”, que foi concebida e implementada uma saída estrutural para ambos os problemas. Assim, a reforma do setor elétrico brasileiro foi concebida e implementada por uma orientação de política estreitamente vinculada ao encaminhamento das reformas maiores. Nesse sentido, tornou-se dependente e, ao mesmo tempo, realimentadora das incertezas internas e externas, que contextualizaram as decisões de política macroeconômica do conjunto das reformas.

Para situar, numa perspectiva adequada, a definição de saídas do impasse energético atual, o argumento central que sustento é que a crise de suprimento energético e a crise de rumo de desenvolvimento do Brasil apresentam laços de origem e de trajetória. Portanto, as alternativas de saída da crise energética estão prospectivamente vinculadas à saída para a questão de sustentar o crescimento do Brasil numa taxa não só desejável, mas razoável, isto é, mais próxima do seu potencial, que foi uma realidade ao longo de 8 décadas do século XX.[1]

Nesse intuito, enfatizo que a crise de suprimento energético presente demanda conjuntamente uma resposta de caráter emergencial e uma resposta de política de longo prazo. Argumento que a importância desta vinculação precisa partir do reconhecimento de que a demanda de energia no Brasil cresce num nível superior ao do crescimento do produto e esta tendência permanecerá no futuro previsível, principalmente no caso da eletricidade: para um crescimento projetado do PIB de 4,3 % a.a., nos próximos 4 anos, o aumento estimado da demanda elétrica é de 4,7 % a.a. (Eletrobrás, 2000).[2] Em conseqüência, para ser sustentável, qualquer encaminhamento dado ao impasse atual da reforma precisa estar focado no aumento do investimento na expansão da capacidade geradora de energia e, é claro, no aumento da eficiência (dinâmica) dessa expansão.

A apresentação do argumento é realizada nas seções seguintes. De início, na seção 2, são expostos os fatos sinalizadores do fracasso da reforma setorial, que de maneira nua e crua, explicitaram o longo período de subinvestimento em geração de eletricidade. Em seguida, na seção 3 são consideradas as dimensões ignoradas pela reforma fracassada e, na seção 4, argüida a importância de seu re-exame e debate, enfatizando as barreiras que entravam as decisões do investimento privado. Numa perspectiva de longo prazo, a retomada da coordenação do processo de reforma é destacada na seção 5, como questão central para dar curso a iniciativas sustentáveis de superação da crise energética. As iniciativas e ações de encaminhamento são objeto da seção 6. Finalmente, a seção 7 encerra a exposição, considerando as implicações maiores das ações propostas para superar a crise energética e a crise de desenvolvimento do país.

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As rendas oclusas

Postado em 20 dAmerica/Sao_Paulo março dAmerica/Sao_Paulo 2008

Por Roberto Pereira d’Araujo*

É constrangedor buscar evidências dos nossos próprios erros nas experiências de outros países. Quem tiver curiosidade, pesquise na pagina do Departamento de Energia dos Estados Unidos* o valor das tarifas médias de energia elétrica dos seus 55 estados. Escolhendo dois exemplos, poderá verificar que elas podem ir desde os US$ 65,30/MWh do Oregon até os US$ 154,50/MWh de Massachussets, uma relação de 1: 2,36, mais do que o dobro.

A ANEEL não fornece a informação por estado, mas a nossa menor tarifa média é a da região Sul com R$ 224,56/MWh. A maior é a da região Centro-Oeste com R$ 284,71/MWh. A relação aqui é de 1:1,26 e, infelizmente, nossa tarifa está mais para Massachussets do que para o Oregon.

Afinal, que mistério é esse? Como uma indústria que produz um serviço homogêneo como a energia elétrica é capaz de fornecer energia com preços tão diferentes? Mantendo a curiosidade no exemplo americano, o leitor poderá dar uma olhada no mapa da reestruturação dos setores elétricos por estado** para descobrir que, ao contrário da enganosa opinião dominante, apenas 14 dos 55 estados implantaram as famosas “reformas” mercantis que tiveram início na década de 90. Nos nossos exemplos, o Oregon está classificado sob o nome “reestruturação suspensa” e o caro Massachussets foi totalmente reestruturado pelo “mercado”.

Não é preciso ser nenhum Sherlock Holmes para entender a “cena do crime”. O Oregon é o estado onde estão localizadas as grandes usinas hidroelétricas do Rio Columbia, como a Grand Coulee (6.495 MW) ou a John Day (2.480 MW). Os americanos privatizaram suas hidroelétricas? De jeito nenhum! Além de não venderem, elas pertencem ao “The United States Army Corps of Engineers” cujo escritório principal está no Pentágono. Principalmente, além de não transferirem a propriedade, não entraram no “canto da seria” da regulação natural via mercado, tão endeusada no nosso país. Chega a parecer ideológico, mas o fato é que, a maioria dos estados ainda prefere o velho conceito de serviço público, onde o preço é calculado pelo poder público como um adicional razoável ao capital investido descontada as amortizações. Leia o resto do artigo »

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