Blog do Desemprego Zero

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Novo Desenvolvimentismo: Nordeste e Brasil na eletrônica de montagem

Postado em 12 dAmerica/Sao_Paulo maio dAmerica/Sao_Paulo 2009

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Política Anticíclica do governo Lula: o Endividamento da nova classe média

Postado em 29 dAmerica/Sao_Paulo novembro dAmerica/Sao_Paulo 2008

Por: Bruno Galvão dos Santos*

Há muito tempo, as principais economias do mundo, notadamente a China e os EUA, executam políticas anticíclicas fortemente keynesianas. Foi por causa dessa política que a China conseguiu manter taxas de crescimento superiores a 7% a.a. na crise asiática, enquanto a economia de seus vizinhos contraía-se entre 5% e 10% a.a. Os EUA conseguiram evitar que a combinação de endividamento excessivo das famílias americanas, o estouro da bolha da Internet e os atentados terrorista de 11 de setembro, resultasse em uma forte crise econômica com a política de déficit público e taxa de juros de 1% a.a. Na época houve importantes economistas que previam que a economia poderia entrar em depressão.

Contudo, na atual crise econômica a execução e as recomendações de políticas fortemente anticíclicas se generalizaram. Há alguns anos era impensável que o FMI, o Banco Mundial e até a conservadora revista The Economist, recomendassem a elevação dos gastos e investimentos públicos e a execução de uma política monetária expansionista menos focada na inflação. O governo americano já lançou dois pacotes de quase US$ 1 trilhão cada. Em outubro, o déficit público foi de mais de 20% do PIB americano. A taxa de juros de três meses dos EUA está em 0,04% a.a. A China lançou um pacote de US$ 600 bilhões em obras. Após as principais economias européias anunciarem pacote de dezenas de bilhões de dólares, a Comissão Européia aprovou um pacote de 200 bilhões de euros. Os cortes de juros têm sido generalizados. Se antes da quebra do Lehman Brothers a grande maioria dos países emergentes e desenvolvidos estava com taxa de juros reais negativas, atualmente isso ainda é mais geral. Diferentes de outras crises, países emergentes com restrição externa, como México e Argentina, anunciaram fortes medidas keynesianas e anticíclicas.

O governo brasileiro reconhece os riscos de haver uma forte queda da demanda. Mas, ao contrário, das recomendações keynesianas, a solução do governo é fazer uma campanha para a elevação do consumo privado por meio do endividamento das famílias. Em um país normal, essa proposta seria considerada esdrúxula, por ser limitada e muito dependente de decisões voluntaristas das pessoas. Entende-se um agente privado faz uma campanha publicitária para as pessoas aumentarem seu consumo, pois ele não dispõe das condições de elevar os gastos públicos e de reduzir os juros. Mas, para um governo que mantém uma política fiscal e monetária restritiva, isso é completamente incompreensível. Ainda mais no Brasil, que para cada real que as famílias gastarem mais por meio de crédito significará 2 reais a menos de sua renda disponível daqui a 1 ano. Se o diagnóstico do governo é de que o risco da economia é de uma forte queda da demanda, porque o governo: Leia o resto do artigo »

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Piada do ano: Impeachment do Lula por uma “reportagem” da Veja

Postado em 4 dAmerica/Sao_Paulo setembro dAmerica/Sao_Paulo 2008

Por Bruno Galvão dos Santos*

A piada é tão grande e tem tantos episódios que eu não sei da onde eu começo: se é pela falta de credibilidade da Revista Veja (Luis Nassif ), ou da recorrência das falsas denúncias de grampos com os mesmo responsáveis , ou da piada que é o partido herdeiro da ditadura (Blog Democrata) falar que a democracia está a beira do precipício, ou da hilariante “reportagem” que o conteúdo de um  grampo favoreça tão descaradamente os grampeados, ou da ausência de provas dessa “reportagem” (Luis Nassif) , ou do escândalo de pedir a demissão de toda a diretoria da Abin e ameaçar o impeachment do Lula, ou do ridículo Demóstenes chamar o Paulo Lacerda de monstro ou da impossibilidade de alguém acreditar que a oposição seria suicida de levar o caso para frente justamente na defesa de alguém tão impopular quanto o Gilmar Mendes e contra o Lula no auge de sua popularidade.  A resposta é que o objetivo dessa piada toda é derrubar o Paulo Lacerda e tirar a credibilidade da denúncia contra o Dantas e contra futuras investigações de pessoas de colarinho branco. A oposição não é burra o suficiente de achar que existe a menor possibilidade de derrubar o Lula.

Pela enésima (Idelberavelar) vez, os mesmos personagens - Gilmar Mendes, Demóstenes Torres e Veja -denunciam um suposto Estado policial. Fernando Barros, da Folha, faz uma excelente constatação de que não havia qualquer denúncia de Estado policial que 30% da população carcerária esperava julgamento com prisões preventivas ou temporárias. Vejam essa excelente reportagem no blog do Nassif (Blog do Nassif). Alias, esse é o blog que mais vem denunciando esse absurdo.

A denúncia da Veja é hilária, é a primeira vez que vejo que uma divulgação do conteúdo de um grampo santifica os grampeados. Sugiram que olhem no final da reportagem (Veja) a suposta conversa grampeada. Vocês verão que são dois freis caputinos e extremamente defensores da lei e da democracia conversando. O Blog do Mello também faz uma ótima argumentação de qual não é de interesse da direção da ABIN grampear o Gilmar Mendes. “Por que a ABIN grampearia Mendes, se por mais que descobrissem algo gravíssimo sobre ele, não seria nada, comparado ao fato de ter sido grampeado o presidente de um dos Três Poderes? Leia o resto do artigo »

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Ortodoxia econômica e a superioridade das raças brancas e orientais …

Postado em 10 dAmerica/Sao_Paulo agosto dAmerica/Sao_Paulo 2008

Bruno Galvão dos Santos *

Há uma longa discussão nas ciências econômicas a respeito do enorme diferencial do nível de renda per capita entre os países. De acordo com a versão neoclássica, o principal sustentáculo teórico do liberalismo econômico, a diferença se explica por distintos níveis de propensão a poupar e da produtividade, que é vista como inerente. Em outras palavras, o sucesso no capitalismo seria resultado do biênio frugalidade e trabalho. Na visão keynesiana-estruturalista, o diferencial de nível de renda deve-se do desenvolvimento do mercado consumidor e de setores capazes de gerar exportações, o que permitirá grande volume de investimentos e, portanto, expansão da acelerada da capacidade produtiva e da produção. Nessa visão, o que possibilita um alto nível de renda per capita é a combinação de uma determinada diretriz na política de desenvolvimento com condições favoráveis na geração de divisas. É interessante notar, como aponta vários autores, como Ha-Joon Chang, que as políticas dos países que lograram um rápido desenvolvimento guardam muitas similaridades entre si. É interessante notar que houve desde o pós guerra, uma grande mudança do nível de renda no Leste da Ásia. Alguns países, como a Coréia, que atualmente caminha para um nível de renda europeu, era mais pobre que o Haiti em 1950. A China há 30 anos tinha uma renda per capita inferior à África. Se no final do século XIX, os amarelos eram considerados inferiores aos brancos. Hoje são encarados como superiores até aos brancos e à cultura ocidental. No final dos anos 70, o Brasil caminhava para ser um país desenvolvido. Chegamos a ser o segundo maior produtor de navios, um dos poucos países a desenvolver tecnologia de produção de aviões, éramos exportadores líquidos de máquinas e equipamentos. Mas a crise da dívida interrompeu esse processo. Sul coreanos perguntam o que aconteceu com o Brasil, que até então era a inspiração para eles. É interessante que na época do sucesso brasileiro também abundavam explicações culturalista para mostrar as razões do rápido desenvolvimento. Hoje, essas explicações enfatizam nossa “inferioridade”. Deve-se acrescentar ainda que as diferenças de renda entre as nações pobres e ricas chegam a ser de cem vezes. Haja superioridade de um povo sobre o outro.

Contudo, apesar de fortes evidências empíricas e teóricas em favor da perspectiva keynesiana-estruturalista, a visão ortodoxa é dominante na teoria econômica e perante a opinião pública. Leia o resto do artigo »

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O Mito que o Brasil não pode crescer a mais do que 5% ao ano

Postado em 6 dAmerica/Sao_Paulo junho dAmerica/Sao_Paulo 2008

Por Bruno Galvão dos Santos*

Deve-se notar que esses dois BCs, ao contrário do brasileiro, não promoveram antecipadamente um choque de juros sob o argumento de que o país não poderiam crescer mais do que 5%. Não está claro porque, enquanto outros países emergentes puderam ter uma rápida aceleração do crescimento nos últimos anos sem que o BC agisse contra, e, o BC do Brasil alega que tinha que fazer isso, pois o Brasil é incapaz de crescer a mais do que 5%a.a.

Mas, e se a hipótese de crescimento potencial máximo do BC em 5% a.a. estiver errada, não é melhor fazer como qualquer outro país, ir testando e, caso a inflação aumente, o BC jogue a economia num crescimento medíocre, como foi de 2005 e de 2006? Não está claro porque grande parte dos países da América do Sul, muitos da África e do Oriente Médio, quase a totalidade do Leste Europeu e da ex-URSS, do Sul e sudeste e Leste Asiático podem crescer a taxas de 6% a mais de 10% a.a. de forma sustentada e o Brasil não pode.

Quais as condições que países tão distintos como Colômbia, Letônia, China, Armênia, Argentina, R. Tcheca, Arzebaijão, Índia, Angola, Etiopia, Rússia, Cingapura, Belarus. Sempre que comparo o crescimento medíocre que o Brasil teve com a ultra-conservadorismo econômico dos últimos anos com determinado país, o ouvinte diz:” Não pode comparar porque o país pequeno é fácil de governar, ou porque país grande tem suas facilidades, ou por causa da cultura milenar, ou porque não dá para comparar com países que não são socialistas, ou porque eles tiveram uma crise forte anos atras, ou porque eles estão crescendo muito há tempos, ou porque esse país tem ajuda da União Europeia, ou porque tem petróleo, ou porque pelo fato de não ter recursos naturais a população teve que desenvolver outras habilidades. Eu ainda não vi o Meirelles falando qual é a condição que todos esses países têm que o Brasil não tem.

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Porque o BC do Brasil é tão diferente dos outros BCs ortodoxos do mundo?

Postado em 5 dAmerica/Sao_Paulo junho dAmerica/Sao_Paulo 2008

Por Bruno Galvão dos Santos*

É gritante a diferença de reação do BC do Brasil e dos outros em relação a crise mundial dos preços dos alimentos e combustíveis. Agora o presidente da Colômbia, o inegavelmente conservador Alvaro Uribe, discute a redução da taxa de juros.

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No Brasil, se o Ministro da Fazenda resolve dar opinião (que todos em um regime democrático tem como direito garantido pela constituição), o BC alega que tem que aumentar os juros para mostrar ao “mercado” que não sofre pressões políticas. Sai muito cara essa demonstração de “independência”, cada aumento de 0,25% na Selic custa ao Brasil R$ 3 bilhões/ano.

Contudo, a situação da Colômbia é muito distinta da do Brasil. A inflação (6,4%) lá está bem maior do que o intervalo superior da meta (4,5%). No Brasil, a inflação (5,1%), embora um pouco maior do que o centro da meta (4,5%), está bem menor do que o intervalo superior das metas (6,5%). O mesmo ocorre no Peru. É interessante notar que na primeira página dos BCs eles procuram mostrar em gráficos bem destacados que a ultrapassagem da meta deve-se a inflação de alimentos. No Brasil, ao contrário, o presidente do BC sai por aí gritando “Fogo, fogo, a hiperinflação está prestes a voltar”. Deve-se notar que, mesmo com o desconto do preço dos alimentos a inflação na Colômbia está maior do que o intervalo superior da meta. No Brasil, a inflação descontado os alimentos está em apenas 3,03%, quase no limite mínimo da meta. 

A evidência da distinção entre a gestão Meirelles com a atuação de qualquer outro BC que adota metas de inflação e com a gestão Armínio é gritante demais. Com uma atuação tão distintas entre os BCs que adotam metas de inflação, eu só posso concluir que ou os outros BCs prevaricam com a inflação para crescer mais do que podem ou o BC do Brasil impede o Brasil de crescer como a média dos emergentes a um custo fiscal altíssimo. Leia o resto do artigo »

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Questionamentos do Banco Central dentro da lógica de metas de inflação

Postado em 5 dAmerica/Sao_Paulo junho dAmerica/Sao_Paulo 2008

Por Bruno Galvão dos Santos*

1) Intervalo

O mundo hoje está no maior choque de preços de alimentos e de combustíveis em quase 30 anos. Contudo, o BC está dando um choque de juros pela simples expectativa de que a inflação será um pouco maior do que o centro da meta e bem menor do que o intervalo superior da meta, o que é uma demonstração que ele não utiliza os intervalos da meta. Para que serve o intervalo da meta, se nem numa crise de tão magnitude, o utiliza?

2) Diferenças

A gestão Meirelles tem agido de modo muito distinto dos outros países que utilizam metas de inflação e da gestão Armínio. Ela tem sido muito mais conservadora.

Situação A

Em 2004, sem um motivo aparente que justificasse deu um forte choque de juros sob a justificativa de que a inflação ficaria acima do centro da meta de inflação e que o Brasil não tem capacidade de crescer acima de 5% a.a., sendo que a média de crescimento dos emergentes, desde 2003, têm variado entre 6,5% a.a. e 8% a.a. O BC poderia ter sido, pelo menos, mais cauteloso. Durante a meta de gestão Armínio, quando da adoção da meta de inflação até a eleição do Lula, ele nunca tinha elevado os juros para 19,75% a.a., como fez o Meirelles. Apesar a inflação do Armínio se manter bem acima da meta. A qualquer um que olhe os dados, percebe que foi um erro (não se sabe se intencional) um choque tão forte de juros quanto o de 2004-5. O Brasil paga até hoje por esse erro, que promoveu: a) deterioração das contas externas (apesar de não aparecer, o crescimento da quantidade exportada se reduziu muito depois de 2005 e a quantidade importada aumentou muito); b) a mediocridade do crescimento em 2005 e em 2006; c) prejuízos fiscais de mais de R$ 100 bilhões, que poderiam ser utilizados em atividades mais úteis.

Alias, inflação acima do centro da meta não tem nada de tão problemático, como o Meirelles diz ser. O México, país que ninguém questiona a ortodoxia, não sofreu nenhum choque de juros por conta disso.

Gráfico inflação e meta no México

Fonte: Banxico

Situação B

Agora, a despeito do Brasil ter atualmente o segundo menor desvio da meta de inflação entre 20 países emergentes, o Brasil vem apresentando o maior choque de juros.

Fonte: Fitch

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Veja Indignada: só nós podemos fazer dossiês !

Postado em 24 dAmerica/Sao_Paulo março dAmerica/Sao_Paulo 2008

Por Bruno Galvão dos Santos*

A Veja desta semana faz uma denúncia gravíssima: o Palácio do Planalto está querendo quebrar o monopólio da Veja de preparar dossiê. A Veja pode grampear divulgar dados sigilosos, divulgar grampos, chantagear. Aliás, uma regra de ouro que deve ser aprendida é: quando a denúncia contra os tucanos e “democratas” é dossiê e o que importa é a (i) legalidade e a “(má) intenção da obtenção e da divulgação do dossiê, quando é favorável ao PSDB/PFL, é relevante apenas o conteúdo da denúncia, não é importante nem mesmo se a denúncia verdadeira ou não.

É interessante que a Grande imprensa (Folha, Globo e Estadão, etc.) repercute denúncias da Veja, mas se calam quando é contra a Veja. È sábado (21/03/2008) às 16:15. A revista deve ter ficado pronta ontem. As denúncias do Nassif, o maior blog da internet não vinculado a revistas e jornais, estão fazendo denúncias gravíssimas a Veja há semanas. Depois dizem que a mídia brasileira não é cartelizada e corporativa.

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